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Abastecimento retomado: por que o racionamento foi importante?; ASSISTA

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Rio Canoas, principal fonte de abastecimento de água de Franca: nível melhorou, mas risco de racionamento ainda existe
Rio Canoas, principal fonte de abastecimento de água de Franca: nível melhorou, mas risco de racionamento ainda existe

 

Foi no dia 2 de setembro que o racionamento começou a operar em Franca. A princípio, seriam duas semanas com a cidade dividida em quatro blocos, onde cada um deles ficou um dia sem água e três com água. No entanto, a medida durou 39 dias e evoluiu para condições mais restritivas ainda, como no esquema de 36 horas. Apesar do transtorno que a falta d´água causou, se o rodízio não tivesse sido adotado, todo o sistema de abastecimento entraria em colapso.

De acordo com o cronograma da Sabesp, o racionamento seria válido até a próxima quinta-feira, 14, mas foi encerrado nesta segunda-feira, 11. Mesmo com as chuvas recentes, que garantiram o abastecimento de 100% da cidade desde a última terça-feira, 5, o nível do rio Canoas, de onde vem a captação, ainda não é o ideal.

O gerente distrital da companhia, Alex Veronez, disse que o racionamento foi prorrogado várias vezes justamente por conta da insegurança hídrica. “Se não tomássemos essa medida, a água não daria para abastecer a cidade. Então, alguns bairros teriam água o dia todo, e outros bairros mais altos, que tem uma maior dificuldade para que a chegada da água, teriam problemas”.

Essa foi a melhor maneira possível para que não houvesse só alguns beneficiados com o fornecimento e outros tantos prejudicados com a falta d’água o dia todo. Além disso, se nenhuma medida fosse tomada, com o passar dos dias de estiagem o sistema de abastecimento entraria em colapso, causando transtornos para a cidade inteira. As residências e estabelecimentos comerciais ficariam sem água por tempo que seria impossível prever, em datas que igualmente não seria possível antecipar. Na prática, ao abrir a torneira, ninguém saberia quando tem ou não tem água.

“O sistema poderia entrar em colapso se os reservatórios não se recuperassem. O rodízio evitou isso e conseguimos, na medida do possível, manter os reservatórios equilibrados e enviar água para os blocos já definidos conforme o cronograma”, disse Veronez.

O Rio Canoas
O rio que é o principal responsável por abastecer a inteira fica a cerca de 15 quilômetros de distância da Estação de Tratamento de Água. Com a estiagem severa que castigou a região, o Canoas foi extremamente afetado e o seu nível de água muito reduzido.  

A chuva acumulada da última semana, no entanto, trouxe um alívio ao rio, que registrou 30 milímetros de água a mais depois da chuva do fim de semana. Ainda que em condições distantes do ideal, a vazão aumentou e por isso foi possível abastecer a cidade completa, independente do rodízio.

“Já temos um cenário muito melhor, mas não é possível projetar uma garantia de abastecimento só pela condição atual do Canoas. Ainda é necessário que chova muito para estarmos em uma situação tranquila”, explicou Alex.

Se as chuvas não forem constantes e volumosas, a chance de que um novo período de racionamento seja adotado é real. Mas, pelo menos por enquanto, a água tratada na torneira de cada um está garantida.

 

 

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