Hoje entre os diferentes está o idoso. Interessante que a linha entre respeitar o diferente e classificá-lo preconceituosamente nem sempre é clara. Rosa Maria, 65 anos, atuante nos campos profissional e voluntário, outro dia reclamou: “ Acredita que nem o fato de ser mulher, negra e pobre tem sido tão excludente quanto o apontamento da minha faixa etária?” Então desabafou: “No consultório médico, na loja, na seleção para um curso, no banco, quase em tudo e em todo lugar, primeiro a idade. Não importa nem mesmo seu nome, muito menos quem você é. Só a classificação: idosa”. Penso que a pandemia aprofundou esse abismo. Consciente ou inconscientemente isso está configurando uma nova e perversa realidade. É preciso lembrar que idade não define completamente ninguém. Resistir, individual e coletivamente, a essa nova dimensão do velho preconceito trará vantagens para todos. Mesmo porque em toda corrente o elo mais fraco é o que conta ao se aquilatar sua força e resistência.
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