POLÍTICA

Novo partido União Brasil coloca João Rocha e Gilson de Souza no mesmo barco em Franca

Por Corrêa Neves Jr. | Editor do GCN
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
João Rocha e Gilson de Souza, juntos na fusão de PSL e DEM
João Rocha e Gilson de Souza, juntos na fusão de PSL e DEM

O União Brasil, novo partido fundado nesta semana a partir da fusão do DEM e do PSL, criou instantaneamente a maior legenda do país – pelo menos, por enquanto. O combo DEM/PSL nasce com 82 deputados federais, 8 senadores, 4 governadores, centenas de deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Terá direito ao maior tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e TV e, mais importante, à maior fatia do fundo eleitoral. A segunda maior legenda é o PT, com 53 deputados federais

Nacionalmente, há muitas arestas a serem aparadas, com interesses que se chocam em inúmeros Estados e municípios, mas pelo menos o Diretório Nacional do novo partido parece pacificado, com a indicação de Luciano Bivar, até agora comandante do PSL, para presidir a nova legenda. O até agora presidente nacional do DEM, ACM Neto, fica com a segunda posição mais importante.

Em Franca, o União Brasil nasce provocando uma estranha composição no cenário municipal. João Rocha (PSL) e Gilson de Souza (DEM), que disputaram a última eleição municipal, vão estar juntos a partir de agora. Os vereadores Lurdinha Granzotte (PSL) e Marcelo Tidy (DEM), também. Ainda não está definido quem será o comandante do União Brasil em Franca.

O empresário João Rocha, que preside o moribundo PSL, está otimista. “O União Brasil surge com um tamanho que é muito atrativo. Tem muito mais (partidos) querendo se juntar”, disse Rocha. “Imagine o tempo de rádio, de TV, o fundo eleitoral. Todo mundo quer.”

Diplomático, João Rocha evita polemizar com Gilson de Souza, de quem foi crítico ferrenho e adversário na última disputa municipal. “Depois de um certo tempo, a gente aprende que briga é bobagem.”

Ambos ainda não se sentaram para conversar e discutir, por exemplo, como ficará a composição do novo diretório municipal. Mais importante ainda, de quem será a responsabilidade por conduzir as sempre intrincadas negociações para formação de chapas e para coordenação das campanhas estaduais e nacional na região de Franca. “Estou esperando a formalização da fusão, que agora está no Tribunal Superior Eleitoral”, disse Rocha.

Apesar da bandeira branca, Rocha não esconde que torce para que o comando seja seu. “Não posso afirmar, mas a tendência é que o comando do União Brasil em São Paulo fique a cargo do antigo PSL. Imagino que a lógica seja a mesma para os municípios paulistas, mas vamos conversar.” A principal razão seria a desidratação do DEM em São Paulo, que perdeu sua principal liderança, o vice-governador Rodrigo Garcia, para o PSDB.

O ex-prefeito de Franca, Gilson de Souza, que acumula sucessivos mandatos como deputado e depois prefeito pelo DEM, não foi encontrado para comentar. Seu filho, Gilsinho de Souza, disse que entraria em contato com o pai e que uma resposta seria enviada “amanhã” (sexta-feira, 8).

Apesar da resposta de Gilsinho, fontes ligadas ao ex-prefeito garantem que ele será candidato a deputado no ano que vem e que, sim, fará o mesmo caminho do vice-governador, que é seu amigo pessoal, e trocará de partido.

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