As indústrias de Franca, principalmente as fábricas de calçados da cidade, estão proibidas de depositar resíduos no aterro sanitário municipal por ordem da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), desde a última sexta-feira, 1º.
A Emdef, que administra o aterro municipal, relata que foi comunicada pela Cetesb determinando que as fábricas façam o descarte dos resíduos somente mediante a apresentação do Cadri (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental).
Segundo o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, a retirada do certificado pode levar até 90 dias. Por conta disso, Brigagão pediu um prazo de seis meses à Cetesb para a regularização da documentação, mas ainda não obteve resposta. Uma reunião marcada para o próximo dia 13 deve apontar uma solução para o impasse. “Tivemos ontem (terça-feira) uma reunião com a Promotoria Pública do Meio Ambiente. Ficou acertado uma audiência dia 13, com a presença da Cetesb”, disse Brigagão, nesta quarta-feira, 6.
A Emdef afirmou, em nota, que o Sindifranca tinha ciência da exigência do Cadri desde o vencimento do registro coletivo do setor, em 2018, e que a partir de outubro do ano passado, a licença seria individual.
Preocupação
A Emdef, que administra o aterro municipal, relata que foi comunicada pela Cetesb determinando que as fábricas façam o descarte dos resíduos somente mediante a apresentação do Cadri (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental).
Segundo o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, a retirada do certificado pode levar até 90 dias. Por conta disso, Brigagão pediu um prazo de seis meses à Cetesb para a regularização da documentação, mas ainda não obteve resposta. Uma reunião marcada para o próximo dia 13 deve apontar uma solução para o impasse. “Tivemos ontem (terça-feira) uma reunião com a Promotoria Pública do Meio Ambiente. Ficou acertado uma audiência dia 13, com a presença da Cetesb”, disse Brigagão, nesta quarta-feira, 6.
A Emdef afirmou, em nota, que o Sindifranca tinha ciência da exigência do Cadri desde o vencimento do registro coletivo do setor, em 2018, e que a partir de outubro do ano passado, a licença seria individual.
Preocupação
A proibição de descarte do lixo - aparas e retalhos de couro curtido ao cromo - já impacta economicamente o setor. O assunto também foi discutido na Câmara Municipal nesta terça-feira. Paulo Roberto Muller Sanches, empresário de coleta de resíduos industrial, usou a Tribuna para expor a situação. “Muitas empresas já estão levando esses resíduos para fora do município, onde é permitido o descarte, mas o custo está subindo de R$ 20 por tambor para R$ 70. Outros trabalhadores que fazem esse transporte do material das fábricas até o aterro municipal estão parados, sem poder trabalhar”, disse.
Outra preocupação levantada na Câmara Municipal é sobre o possível aumento de descartes clandestinos às margens das rodovias e terrenos. A cidade mais próxima a Franca que pode receber os resíduos dessa natureza é Sales Oliveira.
Até o final do ano, as empresas devem gerar cerca de 8 mil toneladas de resíduos para descarte.
Nota da Emdef
Confira abaixo a íntegra da nota da Emdef:
A Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) informa que, de acordo com a decisão do juiz de Direito da Vara da Fazenda de Franca, Aurélio Miguel Pena, o SINDFRANCA (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca) tinha e tem plena ciência da necessidade de apresentação de CADRI para a destinação de resíduos industriais no aterro, sendo que o próprio sindicato obteve o CADRI coletivo (Registro nº 27000402), que por sua vez venceu 27/09/2018 e, desde então, não se manifestou quanto a regularização dos resíduos coletados junto à CETESB. Ainda existe a necessidade de cumprimento da exigência técnica nº 5 da Licença de Operação – LO nº 27005708 de 30/10/2020, dispositivo que condiciona ao Aterro Sanitário de Franca a somente receber seus resíduos, por meio de CADRI.
A autorização individual previne problemas e concede segurança ao descarte dos resíduos pelas empresas.
Comunica também que realiza reuniões com a diretoria do Sindifranca desde junho, deste ano, para tratar sobre o assunto.
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