CRISE HÍDRICA

Presidente da Sabesp visita Franca, explica racionamento mas não anuncia nenhuma nova medida

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Prefeitura de Franca
Diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga (meio), ao lado do superintendente de gestão de empreendimentos, José Francisco Gomes (esquerda), e do superintendente da estatal na região, Gílson Mendonça
Diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga (meio), ao lado do superintendente de gestão de empreendimentos, José Francisco Gomes (esquerda), e do superintendente da estatal na região, Gílson Mendonça
O diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga, esteve em Franca para tratar da dificuldade de fornecimento de água no município, junto do prefeito Alexandre Ferreira (MDB). A vinda até a Prefeitura de Franca, que aconteceu nesta sexta-feira, 1º, não trouxe nenhuma medida imediata para resolver o problema, mas esclareceu as questões da obra do Sapucaí-Mirim, prevista para ser entregue em 2022. 
 
O encontro contou também com a presença do superintendente da Sabesp na região, Gílson Mendonça, do superintendente de gestão de empreendimentos, José Francisco Gomes, e do gerente distrital da Sabesp/Franca, Alex Veronez.
 
As questões discutidas no evento, transmitido pelas redes sociais da Prefeitura, trataram da gestão da Sabesp no município, que nos últimos anos é feita com grandes dificuldades e se expôs mais contundentemente agora neste período de crise hídrica. Para resolução disso, a grande promessa segue sendo a conclusão das obras de captação no rio Sapucaí-Mirim. 
 
Segundo Benedito Braga, a conclusão deve ficar para 2022 e solucionará todas as questões hídricas da cidade por pelo menos 60 anos. “Não será uma obra para resolver apenas essa seca. Será uma obra para a vida toda. A cidade de Franca terá a solução hídrica e não terá nenhum problema até 2080”, afirmou o diretor-presidente da estatal.
 
Essa "solução" é uma promessa para a população já há anos. O planejamento para a obra começou ainda em 2002. As primeiras obras começaram em 2012 e a promessa de conclusão em 24 meses. Não foi o que aconteceu. A empresa que venceu a licitação não cumpriu o prometido e a Sabesp decidiu por pedir uma rescisão unilateral, em março de 2015. Após toda disputa judicial, as obras foram paralisadas em abril de 2016.
 
Mesmo com toda essa demora, o diretor-presidente da empresa não identifica responsabilidade nenhuma da Sabesp, afirmando que sempre fizeram o necessário. “A Sabesp tomou todas as providências possíveis do ponto de vista jurídico. Mas, no âmbito judiciário, nós não temos controle. Infelizmente, levaram esses quatro anos”, disse. 
 
Quanto às questões atuais vividas por Franca e evidenciadas pela necessidade do racionamento de água no município, o encontro não trouxe nenhuma medida. O único comentário, feito pelo superintendente Gílson Mendonça, foi em relação à necessidade de chuva. “Estamos esperando chuva para esse fim de semana e, com essas chuvas, aí sim podemos discutir sobre flexibilizar e, eventualmente, suspender o rodízio. Mas, são variáveis que não temos controle. Foram quantas previsões que não se confirmaram? Por isso, precisamos trabalhar num cenário conservador”, disse Gílson. 
 
Presente em toda a discussão, o prefeito Alexandre Ferreira utilizou principalmente de duas palavras para definir o tema: transparência e responsabilidade. Segundo ele, é necessário cumprir com isso para resolver o problema. “Fico triste pela comunidade, por ter políticos que utilizam de condições específicas para se promover para as eleições do ano que vem. Não foi a Sabesp, a Prefeitura, eu e ex-prefeitos que trouxemos essas dificuldades.”

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