Incerto sobre o futuro, o Hemocentro Ribeirão Preto continua acumulando dívidas, devido à falta de repasse governamental. A rede, responsável pelo hemonúcleo de Franca, estima um déficit financeiro de R$ 8 milhões ao final deste ano, como aponta Dimas Covas, presidente regional da instituição. “Nós, simplesmente estamos pedindo ajuda de onde for possível vir esta ajuda”, disse.
Apesar dos problemas financeiros, Covas disse que “ainda não” existe a possibilidade de fechamento dos centros. Para isso, medidas foram adotadas. “Começamos a reduzir a jornada de trabalho dos funcionários de uma forma global, para poder chegar no final do ano e ter uma perspectiva de sobrevivência”, explicou, durante reunião de uma frente parlamentar que discute o assunto, na última segunda-feira, 27.
Em Franca, por exemplo, o hemonúcleo teve redução na jornada de trabalho de 40 ou 44 horas para 30 horas. “Obviamente isso coloca uma pressão enorme no serviço e no pessoal do serviço. Na realidade, é uma redução importante no número de pessoas.”
Os serviços prestados pela rede são cotados pela tabela SUS (Sistema Único de Saúde). Esses valores não são corrigidos há mais de 10 anos. Outro agravante, que levou ao impasse financeiro, é a falta de investimentos provenientes do Governo Federal.
As atividades hemoterapia e hematologia recebem parcela dos recursos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Uma das soluções para diminuir o prejuízo é aumentar a parcela de orçamento destinado à rede. “Antes era de 9% dentro do orçamento, hoje é menos de 4%, o que daria um reajuste no orçamento especifico desta atividade em torno de R$ 9 a 10 milhões por ano, que é um recurso relativamente pequeno quando você olha o total do orçamento do HC de Ribeirão Preto”, explica Dimas Covas.
Além de Franca, a rede Hemocentro Ribeirão Preto atende 249 municípios, com uma população de mais 4 milhões de pessoas.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.