Vivendo em Franca desde 2019, o ex-padre Ernani Maia dos Reis, acusado de abusar sexualmente de diversos monges, segundo uma reportagem da UOL, atua como psicanalista no Centro da cidade. O vereador Kaká (PSDB), fundador da comunidade Tenda e ligado à Igreja Católica, teve contato por muitos anos com Ernani e demonstrou surpresa diante das denúncias.
“Eu vejo com muita tristeza e surpresa tudo isso que foi informado pelo UOL. Muitas pessoas da comunidade Tenda iam até o mosteiro, em Monte Sião, mas as nossas idas lá eram coisa de 50, 60 minutos. Por várias vezes, tivemos contato, mas nunca percebi nada”, disse Kaká.
As idas a Monte Sião se davam pela formação desenvolvida por Ernani, o Caminho de Emaús. Muitos casais que participavam da comunidade Tenda também faziam o curso, que durava em média nove meses e tinha vários encontros.
“A gente viu que essa obra dele era uma obra que dava fruto e tecia o campo da espiritualidade, que era aquilo que o Tenda precisava”, disse Kaká.
No entanto, quando o ex-padre se desligou da Igreja Católica, o projeto continuou. “Quando ele se afastou do mosteiro, ele deixou uma equipe lá para dar continuidade aos cursos. Então, nós não nos apegamos ao padre Ernani, nós nos apegamos à proposta do Caminho de Emaús.”
No entanto, quando o ex-padre se desligou da Igreja Católica, o projeto continuou. “Quando ele se afastou do mosteiro, ele deixou uma equipe lá para dar continuidade aos cursos. Então, nós não nos apegamos ao padre Ernani, nós nos apegamos à proposta do Caminho de Emaús.”
Em Franca, Kaká e Ernani tiveram contato, mas o vereador não sabia o motivo pelo qual o religioso teria se afastado dos projetos. Sabia apenas que escolheu Franca para desenvolver atividades da sua profissão como psicanalista.
“Quando a gente perguntava, diziam que ele pediu um afastamento e tal, mas a gente não ficava procurando saber, nem perguntando o porquê, então não sabia o que havia acontecido, até porque parece ser uma coisa mais sigilosa.”
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