De forma geral, o racionamento de água em Franca vinha funcionado de acordo com o cronograma estipulado. Mas nos últimos dias, cresceu o número de moradores que reclamam de atrasos no reabastecimento dos bairros. Desde a última quinta-feira, 23, essas reclamações se tornaram mais frequentes. Há relatos de situações de falta d’água de até quatro dias.
Thaís Goularte Nunes mora em uma chácara no Jardim Espraiado e está sem água desde as 19 horas de sexta-feira, 24. “Acabou na sexta-feira antes do previsto, que era por volta das 22 horas. No sábado, que era para ter voltado no mesmo horário, não voltou. Domingo também não voltou. Até entrei em contato com a Sabesp e eles disseram que estava errado mesmo e que iriam mandar alguém com urgência, mas nada foi feito”, disse.
De acordo com a moradora, na segunda-feira pela manhã a água voltou com um volume baixo, mas antes de encher a caixa d’água ela já tinha acabado, antes das 10 horas. “Ou seja, tudo errado. Não tem como confiar nesses horários. Sabemos que precisa ser feito sim o racionamento, mas que seja de forma organizada.”
Uma situação parecida – um pouco pior – aconteceu com Melissa Fernandes. Ela mora em um apartamento no bairro Zanetti e está sem o abastecimento desde quinta-feira. “Está chegando uma quantidade mínima de água nas casas e nos apartamentos, nada. Hoje é o dia em que teríamos que ficar sem água, mesmo estando todos esses dias. Agora só Deus sabe quando volta”, disse Melissa.
A Sabesp afirmou que, por conta da queda nas vazões dos mananciais do rio Canoas e Pouso Alegre, aliado às altas temperaturas e ao consumo elevado de água nessa segunda-feira, por conta da poeira que invadiu as casas, houve um desequilíbrio do sistema de "reservação" de Franca.
“Esse fato causou problemas pontuais nos bairros, causando o desabastecimento em partes dos blocos previstos no rodízio”, informou. De acordo com a companhia, os sistemas de "reservação" se normalizaram durante esta madrugada e, com a regularização, o cronograma do rodízio será seguido corretamente.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.