A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum em todo o mundo e é um termo geral usado para descrever as condições que ocorrem quando o cérebro não mais consegue funcionar corretamente. O Alzheimer causa problemas na memória, pensamento e comportamento.
No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência, sendo que a maioria sofre com a doença de Alzheimer, de acordo com a Alzheimer´s Association, organização de saúde mundial voluntária dedicada ao cuidado, suporte e pesquisas na área.
A doença é uma das mais temidas pelos brasileiros. Pelo menos é o que mostra uma pesquisa publicada pela Alzheimer’s Disease International (ADI) que aponta que 78% estão preocupados quanto a desenvolver demência em algum momento da vida.
O que é Alzheimer
A doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado.
Segundo a médica geriatra da Unimed Franca, Dra. Ana Laura de Figueiredo Bersani, entre as principais alterações da doença está a redução do número de neurônios e das ligações entre as células nervosas com redução progressiva do volume cerebral. “Estudos mostram que tais alterações já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais, por isso que quando aparecem as manifestações clínicas, diz-se que é o início da fase demencial da doença de Alzheimer”, explica.
A causa do Alzheimer ainda é desconhecida pela medicina, mas acredita-se que seja uma doença genética.
Como reconhecer os sinais
Um dos sintomas mais característicos do portador de Alzheimer é a perda de memória com progressão gradual e perda da fluência das palavras, prejuízo no aprendizado e na retenção de informações recentes. “Geralmente os familiares percebem um esquecimento que começa a interferir no dia a dia da pessoa, inclusive profissionalmente. Também pode-se perceber alterações na personalidade e no comportamento”, diz a médica.
É mais comum que esses sinais comecem a aparecer a partir dos 65 anos, mas é importante que, ao perceber qualquer nível de esquecimento, que se procure um médico neurologista ou geriatra.
“Quando notar que os esquecimentos se tornam repetitivos e impactam o dia a dia da pessoa, como por exemplo quando esquece frequentemente de pagar contas e acaba tendo que pagar com multa, vai ao supermercado e esquece o que precisava comprar, esquece caminhos próximos ou bem conhecidos, provavelmente a doença já está instalada e não há mais como preveni-la”, comenta Dra. Ana Laura.
Ainda de acordo com a médica, o diagnóstico da Doença de Alzheimer talvez seja um dos momentos mais difíceis para o paciente e seus familiares. “Cada paciente reage de uma maneira diferente. Portanto a revelação desse diagnóstico também deve ser pensada individualmente. Baseia-se na hipótese clínica somada a testes neurológicos e exames de imagem, porém ainda não há um teste de certeza”.
Cuidados e tratamento
O tratamento não farmacológico para a Doença de Alzheimer é feito mantendo o cérebro em atividade com aprendizado de coisas novas, como curso de linguagem, de culinária, vinho, jardinagem e música, e fazendo estímulos cognitivos com exercícios, testes e jogos. “Já o tratamento farmacológico compreende uso de drogas sintomáticas prescritos de acordo com cada fase da doença. Com as medicações, pode-se ter uma estabilidade da doença na fase em que foi feito o diagnóstico”, explica a médica.
Outro ponto importante defendido pela médica é que a família procure um especialista na área que ajuda a conhecer a doença e suas diferentes fases de evolução, para facilitar seu manejo e conseguir possibilitar um ambiente mais seguro ao paciente e para apoiá-lo no que for preciso. “Oferecer uma rotina diária de tarefas, como tomar banho, comer e dormir nos mesmos horários, ajuda a pessoa a lembrar mais das coisas e facilita o cuidado”, diz Dra. Ana Laura.
Conviver com uma pessoa com Alzheimer é algo bastante desafiador. Se for alguém muito próximo, como pai ou mãe, o impacto emocional dessa tarefa é ainda maior. “Cuidar de pessoas com Alzheimer é estressante e exige muito, o que pode deixar os cuidadores deprimidos e exaustos e, muitas vezes, negligenciando a própria saúde física e mental. Por isso, a troca de experiências através de grupos de apoio a familiares e cuidadores é fundamental e extremamente benéfica”, sugere a médica.
Não tem cura, mas tem prevenção
“Parece que no Brasil, o risco de você desenvolver Alzheimer aos 90 anos é de quase 50%. Isso significa que, se você chegar aos 90 anos, das duas uma: Ou você terá desenvolvido Alzheimer ou precisará cuidar de alguém que desenvolveu. Mas calma, eu trago uma notícia boa: Nós temos como mudar esse cenário e o segredo - que não é segredo – está no nosso estilo de vida”, declara Dra. Ana Laura.
O Alzheimer não tem cura, mas existem formas de prevenir a doença. E como evitar o pior cenário? “Individualmente, precisamos prestar atenção aos nossos hábitos e no poder do estilo de vida. Temos que cuidar da alimentação, do sono, controlar o estresse, estreitar conexões familiares e sociais e praticar atividade física. Podemos também contribuir para a velhice saudável de nossos filhos e netos com um estilo de vida de bons hábitos, desde a concepção até a fase adulta”, finaliza.
Unimed oferece atenção especial ao idoso
Uma das necessidades da pessoa com Alzheimer é receber cuidados especiais e humanizados na área da saúde. Para isso, a Unimed Franca oferece uma ampla e moderna estrutura para atendimento de pacientes acima de 60 anos, com foco no envelhecimento saudável e prevenção de fragilidades.
Trata-se do Ambulatório Idoso Bem Cuidado, que funciona no Centro Multidisciplinar Unimed (CMU), onde são oferecidos atendimentos ambulatoriais de média complexidade.
O Ambulatório Idoso Bem Cuidado é um programa multidisciplinar de gerenciamento de saúde e coordenação de cuidados do idoso frágil, onde ele recebe cuidados de médico geriatra, enfermeira, terapeuta ocupacional e assistente social.
Além dos atendimentos presenciais, a família conta com um canal de WhatsApp para esclarecimentos de dúvidas. O telefone para contato é (16) 99322-2340, opção 4.
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