CLÉRIA BARROS

Exaustão

Por Cléria Barros | especial para o GCN
| Tempo de leitura: 1 min

Dias de luta sem dias de glória são dias perdidos e tristes.Tenho tentado compensar a falta de tranquilidade mental com trabalho. Exaustão cumulativa. Tanto física quanto mental.

O distanciamento social não mudou meu estilo de vida em praticamente nada. Nada fisicamente. Sou caseira. Gosto da minha casa e do convívio familiar. Mas isso é opcional. Quando a questão é “punitiva,” digamos assim, tudo muda de figura. Não querer sair de casa é muito diferente de não poder. E quantas coisas têm nos feito tristes e emocionalmente frágeis? Quantas perdas? Quantas rupturas? Nos nossos planos... Nos nossos sonhos... Nas nossas vidas...

Quantas cicatrizes? Quanto peso físico ganho ou perdido? Mudanças no estilo de vida. Mudanças no trabalho. No convívio familiar. Tudo passou a ter uma intensidade quase insuportável. As lágrimas são cada vez mais raras. As palavras também.

Não é qualquer conversa, com qualquer pessoa, que agrada ou valha a pena. A consonância entre falantes e ouvintes se perdeu e a melhor forma de conexão, a mais salutar, a mais amorosa, a mais eficiente, foi a primeira vítima. Aqui jaz a paz de um abraço.   

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