Já no fim de seu discurso na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta terça-feira, 7, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar de reeleição e disse que só deixa o cargo se for a vontade de Deus. Aos apoiadores, afirmou: "Nesse momento, eu quero mais uma vez agradecer a todos vocês. Agradecer a Deus, pela minha vida e pela missão, e dizer aqueles que querem me tornar inelegível em Brasília que só Deus me tira de lá."
Em seguida, o presidente afirma que há três opções para o seu futuro político. Disse que pode ser "preso, morto ou sair com a vitória". E completou na sequência: "Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso."
Bolsonaro fez ataques novamente ao Poder Judiciário e especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Disse que não vai mais admitir ordens do ministro, que comanda o inquérito dos atos antidemocráticos e das fake news.
"Não vamos mais admitir que pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa Constituição Federal. Ele teve todas as oportunidades para agir com respeito a todos nós, mas não agiu dessa maneira como continua a não agir", afirmou Bolsonaro.
Pela manhã, Bolsonaro fez um pronunciamento mais curto em Brasília, onde chegou a dizer que não aceitará que qualquer autoridade passe por cima da Constituição usando a força do poder.
A apoiadores que compareceram à Avenida Paulista, o presidente salientou que o seu governo incomoda "alguns de Brasília" pelas mudanças que começou a fazer. "Com vocês, nós colocaremos o Brasil em local de destaque", afirmou Bolsonaro aos manifestantes.
Críticas a prefeitos e governadores
Bolsonaro iniciou seu segundo discurso do dia, na Avenida Paulista, diante de milhares de apoiadores, citando Deus e dizendo que passou por meses difíceis, nos quais recebeu muitas cobranças. Segundo ele, o momento demandou cautela.
"Tinha de esperar um pouco mais para que a população fosse se conscientizando do que é um regime ditatorial. Pior do que o vírus foram as ações de alguns governadores e prefeitos", disse, novamente criticando políticos que optaram por seguir as orientações da ciência relacionadas, especialmente, ao distanciamento social e uso de máscara.
Diante de apoiadores pedindo "liberdade", Bolsonaro diz que defende a democracia, mas que não pode aceitar participar de uma "eleição que não oferece qualquer segurança". Sem mencionar nominalmente o ministro Luís Roberto Barroso, disse ainda que o sistema eleitoral não pode ser definido por uma única pessoa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Não posso mais participar de uma farsa patrocinada pelo presidente do TSE."
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