O presidente Jair Bolsonaro fez um discurso em tom de ameaça ao Judiciário e ao Congresso para manifestantes que se aglomeram na Esplanada dos Ministérios nesta terça-feira, 7. Sem citar diretamente a quem se referia, o presidente disse que "ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos".
Bolsonaro criticou quem estaria, de acordo com ele, "barbarizando a população". "Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse Poder enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos", discursou.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o principal alvo das manifestações de apoiadores de Bolsonaro. O magistrado conduz um inquérito para investigar atos antidemocráticos durante os eventos convocados pelo presidente neste 7 de setembro.
"Não mais aceitaremos qualquer medida, qualquer ação ou qualquer sentença que venha de fora das quatro linhas da Constituição. Nós também não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes continue barbarizando a nossa população."
Ele afirmou que vai convocar o Conselho da República e levar aos presidentes do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, a "foto" do povo hoje nos atos.
O presidente disse que hoje começa um novo momento no País ao fazer um ultimato para os outros poderes. "A partir de hoje, uma nova história começa a ser escrita aqui no Brasil. Peço a Deus mais que sabedoria, força e coragem para bem decidir. Não são fáceis as decisões. Não escolham o lado do confronto. Sempre estarei ao lado do povo brasileiro”, afirmou o presidente, em cima de um carro de som, ao lado de alguns de seus ministros.
O discurso não foi transmitido ao vivo, mas divulgado no Facebook do presidente pouco tempo depois.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.