ENSINO MÉDIO

Grupo de estudantes desenvolve aplicativo para monitoramento da covid na região

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Projeto foi pensado para a feira de ciências estadual
Projeto foi pensado para a feira de ciências estadual

A partir da ideia de um professor de matemática, quatro alunas do ensino médio se juntaram para desenvolver uma plataforma de monitoramento dos dados da pandemia da covid-19 em nove cidades que compõem a região de Franca. A ferramenta, apesar de disponível para todos, beneficia principalmente as pessoas que transitam entre os municípios e têm interesse de acompanhar a situação de cada uma deles.

O projeto foi desenvolvido para ser apresentado na feira de ciências estadual, a FeCEESP. O professor Paulo Bacagini apresentou a proposta de participação para os estudantes da escola estadual "Isaac Vilela de Andrade", em Restinga, e quatro alunas, entre o 1º e 3º ano do ensino médio abraçaram a ideia.

O aplicativo tem acesso gratuito e oferece informações sobre os casos positivos, ativos, recuperados, pacientes internados e óbitos das cidades de Franca, Restinga, São José da Bela Vista, Cristais Paulista, Ribeirão Corrente, Pedregulho, Rifaina, Patrocínio Paulista e Itirapuã.

“Nós pensamos nas cidades da região, porque é onde usamos os leitos. Uma das preocupações, a princípio, foi em relação ao lockdown que teve. Ficamos receosos para saber qual cidade ia melhorar primeiro e como a pandemia estava evoluindo. Então, é um comparativo regional para concentrar os dados em um só lugar. Além disso, é interessante monitorar agora, com grande parte da população já vacinada para saber se estamos avançando”, disse Paulo.

Vivian Lopes, de 15 anos, é aluna do 1º ano do ensino médio e uma das desenvolvedoras do projeto. Eal diz que a intenção na plataforma é disponibilizar um tema interessante e acessível para todos. “Qualquer um pode tirar informações de lá, até porque é um sistema muito simples. É legal principalmente para o pessoal que tem muito contato com outras cidades e não tem noção de como está o cenário da pandemia lá.”

O lançamento oficial ao público foi no sábado, 28 de agosto. Thaís Rocha, do 3º ano, tem 17 anos e é responsável por abastecer os dados da cidade de Franca e dos leitos disponíveis e ocupados. Cada uma das quatro integrantes tem suas funções dentro do projeto.

“O primeiro abastecimento de dados foi no sábado passado e nos planejamos para atualizar o aplicativo semanalmente. Apesar de ter sido lançado há pouco tempo, é muito útil e prático. Além de número, tem gráficos, tabelas, então, é muito dinâmico de entrar e entender o que a gente quer mostrar”, disse Thaís.


Do projeto, participam as alunas Rebeka Ayres, Vivian de Souza, Taís Rocha e Vivian Lopes, orientadas pelo professor Paulo Bacagini

O grupo está participando da competição na feira de ciências. Agora, a próxima etapa é analisar a viabilidade social do projeto e se existe uma utilidade pública. No final do mês, se o trabalho for classificado, as alunas competirão com os projetos finalista de todo estado de São Paulo.

Ainda que não houvesse competição, Paulo se orgulha do trabalho das alunas. “É gratificante ver o protagonismo juvenil. Elas têm autonomia. Quando eu sugeri, se ninguém na sala demonstrasse interesse, o problema morria ali. Eu não faria sozinho porque não é para mim, é uma complementação pedagógica para elas. Se for analisar, é um projeto simples, de inserir algoritmos, mas ver elas correndo atrás é gratificante”, ressaltou o professor.

O aplicativo pode ser acessado por este link.

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