AGRADECIMENTO

Há um ano recuperada da covid, ex-paciente volta ao HC para visitar profissionais

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo pessoal
O reencontro entre Daiane e a equipe que a cuidou durante o tratamento aconteceu na última sexta-feira, 20
O reencontro entre Daiane e a equipe que a cuidou durante o tratamento aconteceu na última sexta-feira, 20

“São heróis. Nunca vou me esquecer do que fizeram por mim naquele momento.” Quem recorda com carinho dos profissionais de saúde que a atenderam é Daiane Leite, de 37 anos, que ficou internada por 48 dias na luta contra a covid-19, em meados de julho de 2020. A mulher, que vive em Sales Oliveira, foi transferida para o Hospital do Coração de Franca já com o pulmão todo praticamente comprometido.

Na última sexta-feira, 20, Daiane voltou ao hospital para visitar a equipe que esteve junto com ela em praticamente dois meses de tratamento. Entre médica, enfermeiras, fisioterapeutas e técnico de enfermagem, os profissionais da linha de frente salvaram a vida da ex-paciente por duas vezes.

O drama começou no fim de junho, quando Daiane foi internada no hospital de Sales Oliveira. Em menos de 24 horas, ela foi transferida para São Joaquim da Barra para fazer um exame do pulmão, onde foi constatado que o órgão já estava praticamente 100% comprometido. Dois dias depois, ela chegou a Franca já para ser intubada.

Era uma terça-feira à noite quando ela deu entrada no Hospital do Coração. Na quarta-feira à tarde, seu marido, Francismar Leite, recebeu uma ligação onde comunicaram que o estado era gravíssimo e que, no momento, era “só esperar”.

No entanto, o primeiro “milagre” acontecia. Daiane foi submetida a uma traqueostomia nove dias depois e acordou. Cerca de uma semana depois, ela se recuperava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), até que teve um quadro de hemorragia devido a uma perfuração de veia.

“Quando deu a hemorragia, fiquei 45 minutos com parada cardíaca e, depois que eles conseguiram me reanimar, eu já tinha perdido 98% do sangue no meu corpo. Nisso eu fui submetida a uma cirurgia de emergência para restaurar a veia que tinha perfurado e a traqueia que tinha sido atingida também”, disse Daiane.

Pela segunda vez, Francismar recebia uma angustiante ligação do hospital. “Depois que ela fez a cirurgia, dois dias depois teve uma outra parada cardíaca que durou oito minutos. Nisso me falaram: ‘Estamos te ligando para te preparar, porque quando dá uma parada assim, normalmente costuma dar outras paradas. Não dá para fazer nada, porque o peito está aberto por conta da cirurgia’. Era para eu ficar com o celular, porque a qualquer momento podiam me ligar”, lembrou o marido.

Mas Daiane felizmente se recuperou. No total, foram 48 dias de internação, sendo 45 deles no Hospital do Coração. O marido, enquanto esperava a recuperação da mulher, movia correntes de oração em Sales Oliveira, que chegaram a muitos outros lugares.

“Fiz uma campanha enorme de oração na minha cidade. Chegou gente orando da África do Sul, Canadá, Estados Unidos... Foi Deus que salvou a Daiane, porque era realmente um caso muito difícil. Hoje, depois de tudo isso que passamos, chega no fim de semana e nós dois pegamos o carro para ir nas igrejas agradecer e contar esse testemunho.”

A equipe preparou um bolo para receber Daiane na última sexta-feira e o reencontro foi emocionante. “Voltar para agradecer é muito bom. Eles fizeram o que podiam e não podiam para me salvar.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários