Após semanas de drama, com pacientes morrendo à espera de vagas, nos últimos dois meses, Franca conseguiu esvaziar o Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz”, já que os hospitais tinham capacidade de atender toda a demanda de pacientes com covid-19. No entanto, com o fechamento na rede pública de 17 vagas de enfermaria em julho e três na última semana, pacientes francanos voltaram a ser transferidos para cidades da região, devido à falta de leitos nas Alas Covid instaladas no município.
Gabriel Malta, de 27 anos, testou positivo para a covid nessa segunda-feira, 23. Já com os sintomas mais agravados, as equipes do pronto-socorro regularam o paciente para uma vaga de enfermaria, que existia apenas em Ipuã. Seu pai, Sebastião Mauro Malta, estranhou o local para onde o rapaz foi transferido.
“Se a situação em Franca está sob controle, por que internar em Ipuã? A informação não procede. Se tivesse leito, meu filho estava internado aqui. Se não tem vaga, é porque a rede está superlotada. No pronto-socorro o movimento é baixo e no Hospital do Coração não tem quase ninguém, então, estou sem entender”, disse Sebastião.
O pai apontou como erro o Boletim Epidemiológico da Prefeitura, que indica que de 25 leitos de enfermaria, nove estão disponíveis. Porém, esse dado não separa leitos particulares de públicos. No total, o SUS tem hoje apenas dez vagas de enfermaria em Franca, e todas estão ocupadas.
No “Álvaro Azzuz”, um paciente já aguarda pela liberação de uma vaga em Franca ou na região. A folga nos leitos se dá apenas para UTI (Unidade de Terapia Intensiva), que de 53 vagas disponíveis para pacientes adultos, 31 estão ocupadas.
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