ESTADO GRAVE

Parada cardíaca em Luisa pode ter sido provocada por erro de enfermeira na aplicação de remédio

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo pessoal
Luísa Buaretti, de 5 meses, permanece internada em estado grave
Luísa Buaretti, de 5 meses, permanece internada em estado grave

Há nove dias, Luísa Buaretti, de apenas 5 meses, está internada em estado grave no Hospital São Joaquim/Unimed. A criança foi para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na noite de quarta-feira, 11, após sofrer uma parada cardíaca durante atendimento no hospital. A família alega que um medicamento, prescrito para combater a infecção bacteriana que provocava diarreia na pequena Luísa, foi o responsável por provocar a parada cardíaca. A principal suspeita é que tenha acontecido um erro durante a aplicação do medicamento.

Luísa Buaretti foi levada pelos pais ao hospital na noite de quarta-feira, 11, com um quadro de diarreia e vômitos. A menina foi atendida por uma médica plantonista, que solicitou exames. Após os primeiros resultados, a médica informou que tinham sido detectadas pequenas alterações, pediu novos exames e encaminhou a família para aguardar os resultados no Hospital Dia da Unimed. Luísa estava calma e sorridente e não apresentava nenhum sintoma mais grave, além dos vômitos eventuais e diarreia.

Já era madrugada de quinta-feira, dia 12, quando a família foi acordada por uma enfermeira. Os resultados dos exames complementares ainda não tinham ficado prontos, mas a mullher informou que havia recebido indicação para aplicação de um medicamento em Luísa.

O remédio foi injetado na criança e, imediatamente, Luísa começou a chorar até desmaiar. Com os gritos e pedidos de socorro e ajuda, diversos profissionais chegaram rapidamente e começaram os procedimentos de reanimação, fazendo massagem cardíaca. Luísa foi imediatamente transferida para a UTI, onde permanece internada desde então, em estado grave.

Segundo os pais da criança, Rafaela Buaretti e José Netto, o prontuário médico de Luísa, que permite identificar o medicamento receitado pela médica e a forma de aplicação, foi solicitado por diversas vezes, mas apenas na última quarta-feira, 18, depois da intervenção de advogados, a família teve acesso ao documento. “Até esse momento, já se verificou fortes indícios de falha na prescrição e/ou na forma de aplicação do medicamento”, disseram os pais em uma nota conjunta.

Janaína Carvalho, tia de Luísa, disse que o medicamento injetado na sobrinha foi o antibiótico Azitromicina. “Era para ter aplicado em uma bomba em um tempo de 60 minutos e foi aplicado em menos de cinco segundos na veia da Luísa. Foi onde ocorreu a parada cardíaca e ela precisou ser reanimada, porque ficou sem respirar”, falou Janaína.

A assessoria de comunicação da Unimed informou, em nota, que procedimentos preliminares de apuração indicam que a conduta da médica que atendeu Luísa foi correta e que o remédio foi prescrito de forma adequada, de acordo com o que prevê a ciência médica. Sobre a forma com que o remédio foi aplicado ou a atuação da enfermeira, a Unimed se recusou a comentar ou fornecer quaisquer detalhes.

A equipe de comunicação também disse que “não confirmaria nem negaria” a informação repassada pela família de Luísa de que a enfermeira teria sido demitida. Segundo a Unimed, as apurações continuam até que tudo seja esclarecido.

Luísa Buaretti segue internada na UTI, em estado grave, sem previsão de alta.

 

   

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