CHOQUE

'Ele quase me matou. Fiquei bravo e com medo de morrer', diz garoto de 5 anos atacado por pitbull

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Kaique Castro/GCN
Fabiana Agapito com seu filho Daniel: choque depois do ataque
Fabiana Agapito com seu filho Daniel: choque depois do ataque

Quem vê o pequeno Daniel Agapito Maia Silveira, de apenas 5 anos, brincando com o celular e correndo em sua casa não imagina os momentos de terror que ele passou na última sexta-feira, 13, ao ser atacado por um cão da raça pitbull. 

Apesar da pouca idade, o pequeno conta como foi o ataque enquanto brincava com um amigo na rua da casa da tia, no Jardim Panorama. “Ele (cachorro) quase me matou. Fiquei muito bravo e com medo de morrer. Eu me revoltei com ele”.  Por ter apenas cinco anos, Daniel não tem noção dos dias do ataque, “faz muito tempo que ele me mordeu. Agora estou dodói, nem posso ir para a escola. Não sei porque ele fez isso. Eu estou revoltado com ele”, repete com sua indignação de criança. 
 


Daniel mostra os pontos que recebeu no pescoço: corte profundo

Com seu filho no colo, Fabiana Cristina Agapito contou como foram os momentos de terror que passou com Daniel. “Foi um desespero muito grande. Um vizinho que viu o ataque que tirou o cachorro do pescoço dele. Se esse vizinho não aparecesse, o cachorro teria matado meu filho. Não era hora do meu filho. Deus protegeu ele, guardou de toda maneira. O corte foi muito profundo e a gente já correu para o Pronto Socorro Infantil, mas devido à gravidade do ferimento ele precisou ir para a Santa Casa”, contou a mãe, que trabalha em uma fábrica de calçados. 

Agora que o susto já passou, Fabiana lembra que o filho ficou com mais medo da agulha das injeções do que dos pontos e exaltou o trabalho dos médicos que atenderam Daniel. “Chegamos lá já tinha uma equipe esperando ele. Graças a Deus fomos muito bem atendidos. Deram toda a atenção que ele precisava naquele momento.  Ele disse que as injeções doeram mais que a mordida (sic). Mas foi complicado, nos dois primeiros dias ele ficava variando sabe? Ele dormia e chorava, ficava conversando à noite. Essa segunda que ele conseguiu dormir. Ele estava em estado de choque. Ele ficava falando 'mamãe eu estou com muito medo daquele cachorro'", continuou. 

Fabiana disse que o filho sempre teve medo de cachorro e que apenas brinca com animais pequenos. No dia do ataque, Daniel estava em uma festinha na casa da tia e brincava com o irmão do dono do cachorro, quando o acidente aconteceu. Segundo ela, o dono do cachorro estava passeando com o animal quando ele escapou e avançou sobre a criança, que brincava na calçada.

“Ele sempre teve muito medo de cachorro. Esses cachorros grandes assim, ele sempre se afastava. Ele não mexeu com o cachorro, ele estava sentado na hora do ataque, brincando com o outro amiguinho. Tanto que na hora que me falaram que ele foi mordido eu procurei ferimentos nas pernas dele”, disse a mãe de Daniel. 

Os proprietários do animal prestaram todo o suporte a Daniel e sua família, custeando os remédios e tratamento médico. Fabiana ainda contou que a mãe do dono do animal não quer ficar mais com ele.

“Ela tem outra criança pequena, disse que não sabe se vai ficar com ele. Os médicos pediram para que ele fique isolado por 10 dias até que todos os exames do Daniel saiam. Mas é difícil. Eu como mãe falo, tem que ter muito cuidado com esses cachorros. Todo animal representa perigo. A gente não sabe o que passa na cabeça do cachorro. Até os donos eles atacam. Muito cuidado, principalmente os pais de crianças pequenas. Se você estiver passeando na rua e ver um cachorro desse, não passa perto. Meu filho é um milagre. Graças a Deus ele está vivo, mas podia ter sido uma fatalidade. Não confiem nesses animais. E aos donos desses cachorros grandes, usem focinheira”, finalizou Fabiana. 

Após o susto do ataque passar, Daniel se recupera bem em casa. A mãe não sabe quantos pontos o filho recebeu, já que foram feitos pontos internos e externos. O animal que atacou Daniel tem nove meses e está na casa do proprietário, que ainda não sabe o que irá fazer com ele.  

   

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