A gerente administrativa da ESAC (Escola de Aprendizagem e Cidadania de Franca), Geraldine Fuga Menezes, usou a Tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira, 17, para expor a situação crítica da entidade. Ela disse que a instituição acumulou uma dívida de R$ 233 mil durante a pandemia. Parte já foi paga com a retomada do serviço da Área Azul, mas ainda deve R$ 135 mil.
Geraldine disse também que a entidade está com os salários de funcionários atrasados. “Uma equipe está trabalhando há meses sem receber, temos uma dívida de R$ 135 mil, com encargos que estamos negociando para deixar nossa CND (Certidão Negativa de Crédito) em dia para continuar podendo receber recursos públicos. A ESAC pede socorro. E esse socorro é urgente pra que a gente possa pagar as dívidas, funcionários e continuar com os atendimentos”.
A ESAC atende 750 jovens, através de seus vários programas sócio educativos. “Se a gente não continuar trabalhando, encaminhando jovens ao mercado, vamos enfrentar muito mais trabalho infantil na cidade”, lembrou ela, acompanhada do presidente da entidade Rui Engrácia Garcia.
Narev
Outros representantes de entidades também usaram a Tribuna da Câmara de Franca para expor suas dificuldades financeiras. O representante da Associação Núcleo de Apoio de Recuperação da Vida (Narev), Silvio Luís Ferraz de Camargo disse que a entidade quase fechou as portas nesse período de pandemia. ‘Nós precisamos de recursos, eu venho pedir o apoio dos senhores vereadores alguma verba adicional’ concluiu Silvio. O Narev conta com 60 vagas para atendimento.
Agricultura
O setor agrícola também teve espaço na Câmara nesta terça. José Henrique Mendonça, presidente do Sindicato Rural de Franca, reafirmou a necessidade da decretação de estado de calamidade pública para o setor pela Prefeitura de Franca. “Precisamos de linhas de crédito para pagar nossas dívidas e consequentemente os produtores poderem voltar mais fortes, após esse período de geadas e seca”, disse. Os cafeicultores também sofreram com as geadas recentes que caíram na região de Franca. Os cafeicultores estimam prejuízo de meio bilhão de reais com a queda na safra em 40% para 2022.
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