Aproximadamente 89% das vítimas que perderam a luta contra a covid-19 em Franca neste ano ainda não haviam tomado nenhuma dose da vacina contra a doença. Os dados da Prefeitura apontam que, entre fevereiro e agosto deste ano, das 660 mortes registradas até a última sexta-feira, 13, apenas 73 pessoas haviam tomado pelo menos uma dose de algum imunizante.
O levantamento, solicitado pelo Portal GCN, apontou que destas 73 pessoas que morreram, 28 receberam apenas uma dose e 45 pacientes foram imunizados com as duas doses.
O levantamento considerou a data inicial de 1º fevereiro, porque a vacina chegou à cidade apenas no dia 20 de janeiro. No dia 21 de janeiro, a imunização começou para profissionais de saúde da linha de frente no combate à pandemia.
Os dados, de acordo com o médico da Vigilância Epidemiológica de Franca, Homero Antônio Rosa Júnior, mostram que a vacinação é a maneira mais eficaz de prevenir óbitos por infecção da covid-19. “A vacinação contra a covid-19 tem avançado a passos largos e com boa aceitação da população em receber o imunizante. E isso faz com que a gente entenda que estamos evoluindo bastante para uma situação do controle da grande infectividade do vírus. Diminuir a transmissão do vírus através da vacinação é a única arma efetiva permanente para conter essa pandemia”, disse o médico.
Homero acredita que uma análise dos óbitos em relação a imunizados ainda é prejudicada, porque algumas pessoas receberam apenas uma dose, outras duas e é importante considerar o estado de saúde das pessoas que morreram. “Temos um prejuízo na avaliação percentual de efetividade das vacinas. O que temos até o momento é que algumas pessoas especificamente que tem alguma queda do sistema imunológico, seja pela idade, por uma comorbidade ou alguma condição desconhecida pela pessoa, essa pessoa pode não produzir os anticorpos e com isso ela pode não estar protegida da maneira necessária”, continuou o médico.
O infectologista reforça a importância da vacinação e acredita que daqui a três meses a doença estará ainda mais controlada. Até a última quinta-feira, 12, 89% da população adulta já havia tomado pelo menos uma dose da vacina.
“O grande objetivo da vacinação é exatamente esse: proteger coletivamente a população e individualmente. Nesse primeiro momento de vacinação em massa, ainda temos alguns óbitos, porque o vírus ainda está saindo de uma taxa de infectividade muito alta. Uma agressividade muito alta ao organismo. Nós só vamos conseguir controlar isso daqui uns três meses, que é quando vai se concluir o ciclo das pessoas que estão se vacinando agora. Sem contar ainda a faixa etária das crianças”, finalizou Homero.
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