O projeto de lei que inclui a Semana de Orgulho LGBTQIA+ de Franca no calendário oficial de eventos no município de Franca foi debatido na Tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira, 10. Os eventos que incluem palestras, debates, seminários e oficinas poderão ser realizados anualmente na semana do dia 28 de junho, data em que é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.
Representantes da comunidade usaram a Tribuna para explanar a reivindicação. O primeiro a discursar foi Eduardo Valentino, do Coletivo Arco-Íris. “Hoje é uma ótima oportunidade para discutir um projeto importante que não tem lado político. É doido precisar de um dia para mostrar seu valor, que a gente existe, que fazemos parte dessa cidade”, disse.
Em seguida, foi a vez da Rosângela Valentino falar em defesa do projeto. “Eu como mãe comecei a servir refeições para pessoas que estavam na rua, discriminadas. Não é fácil ver um filho chorando dentro do quarto por sofrer preconceito. Estou triste em saber que um projeto desse está gerando polêmica”, disse ela, que é presidente do Coletivo Arco-Íris.
Por último, o ativista Guilherme Cortez usou da palavra reforçando a importância do assunto. “Fico muito feliz, quando eu e Eduardo estivemos aqui, que nossa presença motivou a propositura desse projeto. Se não tivermos pessoas LGBTs nesse espaço, nossos projetos não terão o mesmo espaço. Só que eu achei que o projeto seria facilmente aprovado, já que temos histórico de criações de dias que são corriqueiramente aprovados. Não tenho problema que homenageiem o jovem católico, a mulher evangélica. Agora, por que é natural que esses projetos sejam aprovados e quando um que trata da comunidade LGBT causa polêmica?”
O projeto de autoria dos vereadores Gilson Pelizaro (PT), Lindsay Cardoso (Cidadania) e Marcelo Tidy (DEM) será votado no período da tarde pelos vereadores. “Eu não tenho preconceito e intolerância com nada. Gostaria que vocês também não tivessem”, disse a vereadora. “No plano de governo de Alexandre Ferreira (MDB) contém política pública para LGBT. Na época da eleição serve e porque agora ter constrangimento sobre esse projeto?”, questionou Pelizaro.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.