Pelo segundo ano seguido, o Dia dos Pais é celebrado em meio à pandemia. A quarentena imposta pelo vírus recomenda o distanciamento, por conta disso, as comemorações para os que não moram juntos serão limitadas. Contudo, as pessoas têm a opção de usar a tecnologia para se comunicar e não colocar a saúde de quem gosta em risco. Quem está longe do pai, do avô ou do filho pode realizar um “encontro” virtual, através de chamada de vídeo.
A esperança é que em breve, com o avanço da vacinação, as pessoas voltem a se reunir em datas especiais, permanecendo separadas apenas pela máscara, equipamento que deve continuar sendo usado mesmo após a segunda dose da vacina contra a covid.
Mas há aqueles pais que têm o privilégio de dividir a profissão com os filhos. Entretanto, há atividades profissionais que aproximam pais e filhos e ao mesmo tempo causam distância. Isso pode ser constatado na história do técnico de basquete, Helinho Garcia, 46.
Neste domingo, 8, por exemplo, ele estará fora de casa, por conta do jogo do Sesi Franca contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista. O técnico não poderá estar presencialmente com as duas filhas e, principalmente, com seu pai. “Talvez seja o lado mais difícil de minha profissão. Já perdi casamentos de amigos, aniversários de filhas, Dia das Mães, tudo por conta de estar jogando fora. Isso, sem dúvida nenhuma, é uma coisa que me incomoda, mas claro que a gente sabe que o trabalho é um dos pilares e a gente precisa estar focado. A gente sente muito, mas obviamente precisa estar muito motivado pra aquilo que a gente trabalha”, disse Helinho.
Mas há aqueles pais que têm o privilégio de dividir a profissão com os filhos. Entretanto, há atividades profissionais que aproximam pais e filhos e ao mesmo tempo causam distância. Isso pode ser constatado na história do técnico de basquete, Helinho Garcia, 46.
Neste domingo, 8, por exemplo, ele estará fora de casa, por conta do jogo do Sesi Franca contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista. O técnico não poderá estar presencialmente com as duas filhas e, principalmente, com seu pai. “Talvez seja o lado mais difícil de minha profissão. Já perdi casamentos de amigos, aniversários de filhas, Dia das Mães, tudo por conta de estar jogando fora. Isso, sem dúvida nenhuma, é uma coisa que me incomoda, mas claro que a gente sabe que o trabalho é um dos pilares e a gente precisa estar focado. A gente sente muito, mas obviamente precisa estar muito motivado pra aquilo que a gente trabalha”, disse Helinho.
Nesse período de pandemia, Helinho, como muitas outras pessoas, vem usando a tecnologia com muita frequência para matar a saudade de todos. “Nós utilizamos bastante a tecnologia, ligações de vídeo entre a família toda. Cheguei até ir na casa dos meus pais e ficar do lado de fora do portão, conversando de longe, pra matar um pouco a saudade. Agora nós já estamos vacinados e isso nos dá uma tranquilidade para voltarmos ao convívio, que me traz muita energia boa. Isso é muito muito importante pra mim.”
Certamente, Helinho vai receber ligações de vídeo de sua família, filhas, para receber os cumprimentos pelo Dias dos Pais e fazer o mesmo para felicitar seu pai, Hélio Rubens Garcia, 80, ícone do basquetebol francano. “Como sempre, vou dar um feliz Dia dos Pais e agradecer, desejando que ele continue muito próximo, me dando força pra tudo aquilo que eu faço e agradecer todo empenho, dedicação e o amor que ele nos dá. Não só pra mim, mas também para minhas irmãs, como pai especial que ele é”, destacou Helinho.
Samuel Caetano, 44, marceneiro, mora ao lado do pai Célio Caetano, 79, mas diferentemente do ano passado quer abraçar seu pai neste domingo. “No ano passado falei com ele só por telefone. Apesar de morarmos perto, mantemos um certo distanciamento. Ele tomou todos os cuidados e quase não saía de casa, respeitando a quarentena ao lado de minha mãe. Agora, ele já está imunizado com as duas doses da vacina, e eu já tomei a primeira dose”, disse Samuel, que é casado e também é pai de um rapaz de 21 anos e uma menina de 12 anos. “É uma bênção ter meu pai com quase 80 anos ao meu lado. Não tenho nem palavras para expressar a minha satisfação. É só agradecimento”, completou.
Pai e filho também pode ser por "escolha". Essa é a história do empresário do ramo de móveis planejados, Aristeu Marques Borges, 57, conhecido como Marquim, e Luís Felipe Davi, 27.
Marquim "adotou" Luís Felipe há 10 anos já adulto. Hoje eles trabalham juntos na empresa, e apesar de não ser pai biológico, eles se tratam como pai e filho. “Nós nos conhecemos no clube durante jogos de futebol. Ele morava só com a mãe e passou a conviver com nossa turma. Na época, fui conhecendo a história dele e então o convidei para trabalhar na minha empresa, já que o outro filho meu foi morar na Irlanda. Após saber da história dele, há pelo menos 10 anos, eu disse: 'você vai ser meu filho'. Ele disse: 'então sou seu filho'. Hoje a gente trabalha juntos, joga bola juntos, somos amigos e temos um amor de pai e filho, que às vezes, a gente não vê em outras famílias. É um filho que foi escolhido e se Deus permitir vamos seguir juntos a vida toda”, disse o empresário, que chegou a ser infectado com o vírus da covid, mas da forma leve da doença, e precisou ficar de quarentena no começo do ano. “Trabalhamos juntos e Luís Felipe não pegou esse vírus, graças a Deus”.
Por sua vez, Luís Felipe disse que será mais uma data especial que passará ao lado de seu pai. “Após o futebol, a gente se reunia e um dia comentei como o Maquim que estava ruim na empresa que eu trabalhava. Então ele me chamou e começou uma relação de pai e filho mesmo”, lembrou. “Logo vou ser pai também e quero passar os conhecimentos que estou adquirindo com meu pai (Marquin) para ele. Neste domingo será mais uma data especial com todos juntos.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.