ATAQUE DO PORCO

Duas semanas após ataque do porco, entregador acumula despesas e busca ajuda

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo pessoal
Willian à esquerda e imagens do ataque do porco no Jd Bonsucesso à direita
Willian à esquerda e imagens do ataque do porco no Jd Bonsucesso à direita
No dia 18 de julho o entregador Willian de Souza Rodrigues, de 43 anos, foi atacado por um enorme porco em plena luz do dia, no Jd. Bonsucesso. Mais de duas semanas depois, Willian não recebeu ajuda alguma do dono do suíno, acumulando uma série de dívidas com celular, moto e remédios, todas por conta do acidente. 
 
Essas despesas do acidente com o suíno já causaram um prejuízo de mais de mil reais para o entregador. A esperança dele era de que o dono do animal custeasse pelo menos os remédios e o celular, como foi prometido. “Os donos do porco entraram em contato comigo três dias depois, dizendo que arrumariam meu celular e pagariam os remédios. Mas, depois, nunca mais falaram nada”, contou. 
 
Além destes gastos, o rapaz também se preocupa com as despesas do dia a dia, como o aluguel da casa, que ele vive com a esposa, o filho de um ano e uma enteada, além de alimentação e transporte. “Estou vivendo a base de ajudas, do trabalho da minha esposa e de uma reserva mínima que já acabou. Mas, com todos esses gastos, vou ter que me virar nos trinta”, lamentou.
 
Agora, Willian aguarda a liberação dos valores das vaquinhas realizadas por amigos para que ele possa pagar tudo. “Quando sair o dinheiro da primeira vaquinha eu vou arrumar minha moto, pagar o celular, que mandei arrumar fiado, água, luz, telefone, aluguel, fazer uma boa comprar e o que sobrar vou juntar para pegar uma moto melhor do que a que eu tenho”, disse.
 
Afastado por 30 dias, para que possa se recuperar do profundo corte de 7cm, causado pela mordida do porco, Willian já não vê a hora de poder voltar a trabalhar. “Retirei os pontos do local onde foi a mordida e agora preciso esperar cicatrizar internamente. Não vejo a hora de voltar logo a trabalhar. Depender dos outros não é legal”, lamentou.
 
Apesar de todos os problemas causados pelo acidente com o animal, Willian afirma não ter nenhum sentimento ruim. “Eu não tenho raiva do animal, já que ele só reagiu da forma como é tratado. E nós vimos que ele não era um animal bem tratado, já que ficava num local inadequado, sem água e sem alimento”, disse.
 
Conhecido professor de zumba em Franca, ele precisou interromper as aulas por conta da pandemia, mas, pensando na sua recuperação, ele já planeja também retomar a atividade que ama. “Se a pandemia melhorar, tenho planos de voltar as minhas aulas. Isso é o que mais sei fazer, que é deixar as pessoas felizes com a dança”, contou. 
 
Willian planeja também trabalhar como motorista de aplicativo. Para isso, ele organizou uma nova vaquinha para aquisição de um veículo novo, já que o da sua esposa não atende as exigências dos aplicativos de transporte. “Tenho planos de trabalhar como motorista de aplicativo durante o dia”, disse.
 
Quem quiser colaborar com a vaquinha para custeio do carro, pode acessar o seguinte link: https://voaa.me/motoboy-atacado-porco. Outras ajudas podem ser feitas também entrando em contato com o próprio Willian, por meio do telefone (16) 99320-4121.

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