A sessão da Câmara Municipal de Restinga, desta terça-feira, 3, foi tumultuada e contou com a presença da Polícia Militar. A Casa de Leis decidiu marcar nova eleição para a escolha de uma nova Mesa Diretora após renúncia dos membros da Mesa Diretora, alegando “renúncia coletiva”.
Os vereadores que deixaram os cargos na Mesa Diretora são Fabio da Silva Santana (PDT), vice; Rodolfo Soares (PTB), 1° Secretário; Alexandre Cesar Ferreira de Menezes (PTB), 2° Secretário.
O presidente da Casa de Leis, Julimar da Silva Rodrigues (PL), que não renunciou, vem sendo acusado de irregularidades em sua administração.
Baseado no artigo da Lei Orgânica do Município que prevê nova eleição após “renúncia coletiva”, a Casa de Leis aproveitou a primeira sessão ordinária após o recesso devido à pandemia, para marcar nova eleição para o próximo dia 17 de agosto.
A decisão foi lida em plenário pelo Procurador Jurídico da Câmara, Leonardo Neves Cintra, instante que um grupo de apoiadores de Julimar começou a protestar, dizendo que sequer um processo investigatório contra o vereador fora concluído.
Durante sua fala, Julimar disse ser vítima da política de Restinga. “Eu sei o que estou sofrendo com essa política de Restinga. Uma perseguição, que começou com denúncias que não existem, que falaram que o vereador Julimar gastou R$ 2.500 na Saúde, que até hoje eles não conseguiram provar, e não vão provar porque o Julimar é inocente e tudo que eu faço eu tenho documentos. Eles estão querendo rasgar o regimento da Câmara para assumirem a Câmara”, disse.
O vereador afirmou que segue como presidente do Legislativo de Restinga. “Eu estou aqui e continuo presidente da Câmara, porque perante ao Tribunal de Contas... Todos vereadores receberam seus salários, fui eu quem tive que assinar para deliberar, se não ninguém receberia. Então quem é o presidente da Câmara é o presidente interino?", questionou. “Perante ao Tribunal de Contas é o Julimar que responde, enquanto eu estiver respondendo, eu sou o presidente. Cadê a decisão do juiz que fala que o presidente interino é quem tem que assumir a sessão?", voltou a questionar.
Leonardo Neves disse, nesta quarta-feira, 4, que seis vereadores votaram uma petição de mandado de segurança contra Julimar e por isso “via reflexo ele não teria votos suficientes para permanecer no cargo”.
O vereador Alexandre César Ferreira de Menezes (PTB), o segundo mais bem votado nas eleições com 338 votos, foi conduzido interinamente à presidência da Câmara de Restinga. Inclusive, ele comandou a sessão nesta terça-feira.
Julimar não foi encontrado nesta quarta-feira para comentar se vai recorrer à Justiça para voltar ao cargo.
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