Os alunos da rede municipal retornam às escolas da cidade pela primeira vez em mais de um ano. O retorno, que começa nesta segunda-feira, 2 de agosto, será gradual. Nesta primeira etapa, serão permitidos inicialmente apenas 35% dos alunos por dia nas salas de aula. O plano prevê que este número seja progressivamente ampliado até 23 de setembro, quando a capacidade deverá ser ampliada para 100% de alunos presentes em sala de aula.
“Neste período de pandemia nós perdemos muito em termos de convivência dos alunos, desenvolvimento pedagógico e, principalmente, em termos psicológicos das crianças”, afirmou o prefeito Alexandre Ferreira (MDB), no último dia 22 de julho, ao anunciar os detalhes do protocolo de retorno às aulas. Serão adotadas uma série de medidas para garantir a segurança de todos que frequentam o ambiente escolar.
Luís Cláudio de Andrade, orientador educacional da escola municipal “Professor Hélio Paulino”, explica como será o início do dia nas escolas. “Aqui (entrada da escola) vai ficar uma funcionária com o termômetro fazendo a medida (da temperatura dos alunos). Só vão passar para dentro as crianças que tiverem a temperatura ok”.
Caso o estudante apresente algum sintoma de síndrome respiratória ou febre, a criança será isolada e seus pais chamados. “Automaticamente ele é separado, faço a comunicação com os pais e vamos tomar as medidas necessárias”, afirma o orientador. Além da temperatura, será verificado se o aluno está com sua máscara e orientado a aplicar álcool em gel.
Só depois destes procedimentos é que o aluno poderá ingressar na escola. Dentro, o aluno vai se deparar com uma série de cartazes educativos que alertam sobre a utilização correta das máscaras, de álcool em gel e sobre a importância do distanciamento social. Orientações sobre medidas preventivas contra o coronavírus também serão dadas frequentemente aos estudantes.
Na sala de aula, o aluno deverá utilizar constantemente o álcool em gel, que fica localizado ao lado da porta. As carteiras foram distribuídas pela equipe da escola de forma que os estudantes fiquem distantes uns dos outros e os locais que não podem ser utilizados foram demarcados com fitas de sinalização.
No intervalo, os estudantes também não poderão aglomerar. Vão se sentar em locais marcados no refeitório, mantendo sempre uma distância segura entre eles. O aluno será servido em sua mesa por funcionários da escola, diminuindo a circulação de pessoas e minimizando o risco de disseminação do coronavírus.
Em cada escola, haverá ainda um comitê de acompanhamento que vai avaliar o cumprimento das medidas de segurança. Reforço escolar presencial também está previsto, com a participação de professores e pedagogos para tentar reduzir os impactos provocados pelas limitações do ensino remoto.
Alunos em situação de vulnerabilidade social terão apoio suplementar com visitas domiciliares. “Vão ser realizadas visitas casa a casa aos alunos em situação de vulnerabilidade e com dificuldades no aprendizado ao longo deste período”, disse o prefeito Alexandre Ferreira.
Rede Estadual e Particular
As escolas estaduais também retornam às aulas nesta segunda-feira, 2 de agosto, mas já com 100% de aulas presenciais. "Permanecer com as escolas abertas e seguras para o desenvolvimento de aulas e atividades presenciais, ainda durante a pandemia de Covid-19, e? medida essencial para garantir a aprendizagem e a manutenção da segurança física e mental de crianças e jovens", disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência de Combate ao Coronavírus da secretaria Estadual de Saúde.
Nas particulares, que também retornam com 100% de aulas presenciais, a expectativa é de forte adesão dos alunos, mas famílias que ainda se sentirem inseguras poderão manter a opção de seguir com o ensino remoto.
Alunos
Mateus Bordini, 16, aluno da escola Samaritano, disse que está muito contente com o retorno das aulas presenciais, mas se preocupa especialmente com as perdas sofridas pelos menores. “Quero voltar, é horrível ficar estudando apenas em casa. Na escola aprendo muito mais. Se para mim que sou do Ensino Médio estou tendo dificuldades, fico imaginando como estão as crianças mais novas”.
Esther Mariani, de 17 anos, que estuda na Escola Estadual Vicente Minicucci, está preocupada. “Tenho medo de pegar o vírus. Moro com minha mãe e avó que fazem parte do grupo de risco. Se eu puder, prefiro ficar estudando em casa mesmo por enquanto”, afirma.
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