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Francanos batem equipes dos 4 cantos do mundo e vencem campeonato mundial de robótica

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Quarteto campeão da competição internacional
Quarteto campeão da competição internacional

A equipe Fran’s Robot do Sesi-Franca conquistou o título mundial da RoboCup Júnior, na modalidade Rescueline (linha de resgate). O quarteto formado por Whilker Henrique dos Santos Silva, Caio Cubeiro Pereira, Luís Felipe de Oliveira Monteiro e Murilo de Moraes Sigismundo disputou com 20 equipes de outros países, como Alemanha, China, Croácia, Estados Unidos e Japão. 

A liga liberava gradativamente os desafios, que eram cumpridos, dentro do prazo determinado, pela equipe francana. Na modalidade disputada, o objetivo é criar um robô que ajude no resgate de pessoas em situações adversas, como desastres naturais. Em proporções menores, a equipe construiu um robô para seguir uma linha de fita isolante, passando por obstáculos ao longo do caminho, simulando possíveis trajetos em desastres, até chegar às vítimas. O projeto foi um sucesso, garantindo o título, no final do mês de junho.

Do grupo, Whilker e Caio, ambos com 19 anos, terminaram os estudos na instituição no último ano e estão trabalhando. Murilo, de 15 anos, está no 1° ano do ensino médio. Já Luís Felipe, de 16 anos, está no segundo ano. A RoboCup aceita jovens até 19 anos. 

Para participar da competição, a equipe francana foi campeã nacional da OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica) em 2019, que contou com mais de 5 mil equipes. A princípio, o torneio internacional seria em 2020. Mas, devido aos impactos da pandemia do coronavírus, foi adiado para este ano. Os francanos disputaram contra as melhores colocadas entre os países que disputam a competição, que é uma das maiores organizações de robótica e tecnologia do mundo.

O orientador de educação digital, Adriano Donisete Cassiano, esteve à frente da equipe durante as competições. “Foi uma coisa muito marcante a gente entender que, com o trabalho e dedicação dos adolescentes, é possível mostrarmos o conhecimento brasileiro também. Para mim, quanto educador e técnico da equipe, a recompensa mais significativa é ver os alunos mostrando o trabalho deles. Chega a um ponto que você senta e os alunos dão aula para você.”

Seja pela experiência adquirida ou por continuarem na área ao final do ensino médio, Adriano trata estas competições como “divisores de águas” para os alunos. “Dois que já se formaram no ensino médio, hoje estão trabalhando, fazendo faculdade na área. Se a gente pensar nos outros quatro que foram os campeões nacionais em 2019, hoje seguem nesta área. Então, tenho certeza que isso foi um divisor de águas”, finalizou.

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