Os Cartórios de Franca registraram, neste 1º semestre de 2021, o maior número de mortes desde o início da contabilização dos dados estatísticos, em 2003. Foram 1.974 mortes de janeiro até o final do mês de junho, sendo 670 delas associadas às complicações da covid. Em contrapartida, o número de nascimentos nunca foi tão baixo na cidade, com 2.297 registros de nascidos vivos.
O total de mortes em seis meses é 77,7% maior que a média dos últimos 18 anos e 58,9% maior do que o ano passado, quando a pandemia já fazia vítimas na cidade. Quando comparado a 2019, antes da covid, o aumento no número de mortes foi de 53,6%, segundo os dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen).
Se o número de mortes aumentou, o de nascimentos é o menor desde que os dados começaram a ser registrados. Os 2.297 nascidos vivos entre janeiro e junho representam 13,5% a menos do que a média de nascidos em Franca desde 2003. Em relação a 2020, o número é 8,7% menor e a 2019, a queda foi de 15,4%,
Nunca se teve uma diferença tão pequena entre o número de óbitos e de nascimentos em Franca. De acordo com a média, essa desigualdade girava em torno de 1.544 nascidos a mais que mortos e no 1º semestre foi de apenas 323. Apesar de não estar diretamente ligado, o número de casamentos pode ser relacionado à queda nos nascimentos, já que Franca registrou o menor número de casamentos desde 2003, com 854 registros civis, 6,2% menor que a média histórica.
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