Foi solto nesta quarta-feira, 21, o auxiliar de serviços gerais de 33 anos que matou a facadas Lucas Alves Ricordi Silva, de 18 anos, em um terreiro de Umbanda no mês passado, no Jardim Paulistano, zona Leste de Franca.
De acordo com o advogado de defesa, Thales Balbino, a decisão foi tomada pelo autor ser primário, estar colaborando com as investigações e não possuir antecedentes criminais, a não ser o homicídio do mês passado. A defesa pediu a liberdade provisória do autor e a Justiça concedeu, nesta quarta-feira.
O auxiliar chegou a ficar foragido por 15 dias e só se apresentou à sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) após saber que os investigadores solicitaram um mandado de prisão preventiva, que havia sido deferido pela Justiça.
O autor confessou o crime no dia que foi preso em 22 de junho. Ele prestou depoimento e foi levado até a Cadeia Pública do Jardim Guanabara.
“Ele alegou que tinha entrado um dia antes no terreiro, sem autorização dos dirigentes. Ele disse que queria espairecer, que já havia feito isso outras vezes. E isso revoltou os dirigentes. No dia seguinte, eles teriam discutido. Ele disse que o Lucas o agrediu e a outra vítima também. Em um dado momento, ele pegou o canivete que usava e desferiu golpes contra o Lucas e a outra vítima”, disse Márcio Murari, delegado da especializada, no dia em que o rapaz foi preso.
Lucas Alves Ricordi Silva e Sullima Batista da Silva sofreram ferimentos gravíssimos e foram socorridos por pessoas que estavam no local. Populares socorreram as vítimas para o Pronto-socorro "Álvaro Azzuz", de onde foram encaminhadas à Santa Casa de Franca. O jovem acabou não resistindo.
O autor das facadas foi indiciado por homicídio doloso consumado e tentado e agora responderá pelo crime em liberdade.
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