O drama da família do pequeno Antony, de apenas cinco dias, continua nesta segunda-feira, 19. O bebê nasceu com cardiopatia em estado grave e risco de morte e precisa ser transferido para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para tratar a enfermidade. No início da tarde desta segunda-feira, os pais e avós foram informados que a vaga não existe.
Logo nas primeiras horas da manhã, os familiares foram até à porta da Santa Casa de Franca para receber notícias do Antony, depois de 24 horas sem nenhuma informação. Somente por volta das 11h30 receberam a notícia de que o bebê segue em estado grave, mas com estabilidade e tomando as medicações necessárias.
Além da apreensão pela demora na transferência, os avós relataram que a mãe do bebê, de 15 anos, não pôde visitar o filho acompanhada da mãe e que o tratamento por parte dos profissionais nem sempre é positiva.
“Uma hora a gente pega enfermeiro bom, outra hora é um carrasco. Pega pediatra bom, depois vem um falando para a minha filha que meu neto pode morrer a qualquer momento. Minha filha tem 15 anos para assimilar tudo isso que está acontecendo e ainda por cima não posso acompanhá-la. Eu não aceito isso”, disse Andréa Faria, avó de Antony.
O avô, que tenta mobilizar diversos órgãos e autoridades desde a última sexta-feira, 16, também reclama do atendimento. “É completamente um descaso. Falta humanidade. Tantos profissionais aqui, não custava nada vir dar uma informação para nós. Se meu neto morrer neste meio tempo, quem vai ser o culpado”, disse Alessandro Olegario.
A Santa Casa informou à família nesta segunda-feira que a vaga que esperavam no HC de Ribeirão Preto não existe, portanto a demora pode ser ainda maior.
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