A deficiência auditiva atinge mais de 2 milhões de brasileiros, segundo dados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE). Porém, com o avanço da medicina, a audição pode ser restaurada na maioria dos casos, de diversas formas e, entre elas, estão as soluções auditivas implantáveis, que inclui o implante coclear.
Implante coclear
De acordo com informações do Grupo de Implante Coclear do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que é um dos pioneiros do implante coclear no Brasil e no mundo, o implante coclear - ou “ouvido biônico” - é um aparelho eletrônico digital de alta complexidade tecnológica que tem sido utilizado para restaurar a função auditiva nos pacientes portadores de surdez severa a profunda que não se beneficiam com o uso de próteses auditivas convencionais.
“Trata-se de um equipamento eletrônico computadorizado que substitui a função do ouvido interno de pessoas que têm surdez total ou quase total. Assim, o implante estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea. Estes estímulos são levados via nervo auditivo para o cérebro.
É um aparelho muito sofisticado e é considerado uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina do nosso século. Foi lançado há alguns anos e já beneficia mais de 400.000 pessoas no mundo, sendo contabilizados mais de 8.000 usuários só no Brasil.
Indicação
Segundo o Diretor Presidente da Unimed Franca, Dr. Daniel Martiniano Haber, que é otorrinolaringologista, o implante coclear é indicado para alguns pacientes com deficiência auditiva profunda. A indicação é muito criteriosa pois se trata de um procedimento irreversível e, após a cirurgia, o desenvolvimento do paciente depende da intervenção de uma equipe multidisciplinar treinada e também do engajamento da família.
Cirurgia inédita no São Joaquim
No dia 02 de julho, o São Joaquim Hospital e Maternidade foi escolhido para uma cirurgia de implante auditivo, inédita no local, liderada pelo médico otorrinolaringologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade de Campinas (Unicamp), Dr. Arthur Menino Castilho, que é especialista nesse tipo de procedimento.
A cirurgia foi realizada em uma criança de um ano que, a partir de agora, poderá desenvolver sua escuta e fala. E a ação só foi possível graças à estrutura disponibilizada pelo hospital, que é certificado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) em nível de excelência e está entre os 50 melhores hospitais do Brasil, de acordo com a Worlds Best Hospitals 2021.
“Em um período em que as pessoas e infraestrutura do SJHM foram colocados à prova com a pandemia, realizamos grandes feitos para os pacientes em diversos procedimentos. E esse, por ser inédito na região de Franca, reforça como o hospital, a cada ano que passa, evolui e proporciona ainda mais segurança, não somente aos pacientes, mas também aos profissionais de saúde”, finaliza Dr. Daniel Haber
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