Contava à mulher que quando engravidara quisera mudar da casa dos sogros. O marido, à época, falava pouco. Dobrou a quantidade de serviço e comprou um terreno. À época, era viável. Trabalhou ainda mais e construiu a pequena casa: sala, dois quartos, cozinha, varanda e banheiro. Tudo muito simples. Tudo em menos de nove meses. À época, o consumismo não grassava. A menina nasceu na casa nova. Quintal imenso, palco da infância com a irmã. Parreira, pessegueiro, laranjeira, ervas e flores emoldurando. Veio outro filho e a vida seguiu seu curso. A casa foi reformada algumas vezes. Ampliou-se um pouco. O quintal diminuiu. Quando o homem e a mulher se foram, a casa foi vendida. Hoje quando a menina a vê, saudade e gratidão mesclam-se. Na casa.
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