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Presidente da Francana coloca cargo à disposição, mas evita renúncia

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo/GCN
Anderson Silva vai deixar presidência da Francana
Anderson Silva vai deixar presidência da Francana
Poucos dias após anunciar que a Francana não irá disputar a Série B (quarta divisão) do Campeonato Paulista, o presidente do clube, Anderson Silva, decidiu também colocar seu cargo à disposição, mas não estipulou um prazo para a diretoria encontrar um substituto, apesar de dizer nesta quarta-feira, 14, que sua decisão é irreversível. Anderson tenta evitar oficializar sua renúncia do cargo, preferindo dar um tempo para que o clube encontre um nome para seu lugar.
 
Demostrando certo desânimo, Anderson disse que há cinco anos vem se dedicando muito ao clube. “Em épocas de campeonato, a dedicação é 70% clube e 30% meus negócios e família. Por mim, tudo bem, eu aceitei isso. Organizei a parte contábil, jurídica, marketing... Trouxe 120 empresas apoiadoras. Fizemos quatro temporadas, sendo três delas com reais chances de chegar. Este ano, com a pandemia, não conseguimos o apoio por motivos óbvios - as empresas estão em dificuldades”, lembrou.
 
Segundo o próprio Anderson, o vice-presidente da agremiação, Milton de Paula Martins, já teria adiantado que não quer assumir o clube. “Para assumir o clube, uma pessoa deve ir na Receita Federal, incluir seu CPF como gestor do clube, responder civil e criminalmente junto a todos os processos que o clube venha a ser imbuído e ainda responder a todos os processos jurídicos já existentes, sob pena de gestão temerária, caso não faça as devidas defesas em juízo. O nosso vice já se posicionou que juridicamente não assume”, disse Anderson Silva.
 
Anderson estaria evitando uma renúncia para que a Francana não seja punida pela FPF (Federação Paulista de Futebol). “Não posso renunciar, devido à penalidade que o clube teria junto à FPF. O clube, após a renúncia de um presidente, precisa apresentar um novo presidente à FPF. Caso não apresente, pode ser desfiliado”, justificou. 
 
Terceiro nome na linha de sucessão do clube, o presidente do Conselho Deliberativo, Clésio Dante de Silveira, disse também nesta quarta-feira que não tem perfil para o cargo e que desconhece sobre qualquer punição possível da FPF ao clube. “O Anderson disse isso, mas não tenho essa informação que o clube seria desfiliado ou sofreria alguma punição. Mas não sou conhecedor de tudo. Vou conversar com as pessoas que integram o clube para tentar buscar uma pessoa para assumir o clube, caso contrário, vou marcar uma reunião e abrir a situação para toda a cidade. Aí teríamos que alterar o estatuto, caso apareça alguém interessado para assumir a Francana”, disse Clésio.
 
O estatuto da Francana permite que uma pessoa pode se candidatar à presidência do clube com apenas seis meses associada. 
 
O mandato de Anderson Silva expira no meio do ano que vem. Dessa forma, ele ainda teria que decidir sobre a volta ou não da Francana ao futebol em 2022. Em 2016, o clube já havia pedido licença do campeonato e, há alguns anos, as outras atividades na agremiação também estão desativadas, principalmente a parte das piscinas. “A Francana foi criada para prática do futebol. A agremiação é futebol”, destacou Clésio. 
 
Base
A diretoria da Francana pretendia disputar pelo menos duas categorias de base do Campeonato Paulista, mantendo o clube em atividade neste ano, mas também está fora da disputa. Sem patrocinador e sem verba pública, a equipe não disputará o sub-17 e sub-15, fechando as portas de vez neste ano.

“Estava com a esperança de jogar o sub 15/17. Aí, você recebe uma notícia há uma semana do Conselho Técnico que não teremos mais o apoio pra base. A maioria das Prefeituras apoiou suas bases, os sonhos dos atletas de sua cidade, o esporte. Enfim, como ficar numa agremiação onde o apoio não passa de vagas palavras, quando vai pra ser mesmo, pula fora do barco? Não consigo fazer sem apoio, talvez apareça alguém que tenha este apoio”, finalizou Anderson.

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