CULTURA

Espaço Nulo inicia reforma para retomar atividades em 2022

Por Vinícius Nunes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Com o início da reforma durante essa semana, gestores do projeto planejam a reinauguração no começo de 2022
Com o início da reforma durante essa semana, gestores do projeto planejam a reinauguração no começo de 2022
Local para desenvolvimento de atividades artísticas e culturais, o Espaço Nulo começou nesta semana a reforma da sede. O grupo conta com apresentações de teatro, música, espetáculos cênicos, exposições artísticas, exibição de filmes e fornecimento de cursos ligados à arte e cultura. Por conta da pandemia, o projeto não está realizando suas atividades, mas programa a reinauguração no começo do ano de 2022.
 
O grupo foi criado em 2017. Segundo Rosa Campos, 26, atriz e uma das gestoras do Espaço Nulo, o projeto realizou mais de 300 ações envolvendo profissionais e públicos de Franca e região. Ela conta que um empresário francano, que não quer se identificar, cedeu ao projeto um barracão no bairro Jardim Petráglia, que agora está sendo reformado para abrigar as ações do grupo.
 
Com dez gestores, o projeto era bancado com o dinheiro dos próprios membros, mas agora conta com outro apoio. “Retomamos agora com o apoio do Estado de São Paulo por meio do edital ProAC nº17/2020 – Manutenção e Modernização de Espaços Culturais independentes no Estado de São Paulo”, explica Rosa.
 
A partir da dificuldade do grupo teatral Quarentena de conseguir um local para ensaiar, eles desenvolveram o Espaço Nulo para suprir a necessidade. “Ficávamos alugando lugares para os ensaios, mas nem sempre os locais eram adequados.” Nesse momento, a gestora conta que enxergou outra oportunidade. “Após conseguirmos um local, percebemos que esse espaço poderia servir também para a realização de eventos e movimentar a cena artística de Franca. Não é mais apenas um espaço para o grupo Quarentena, ele é aberto para todos os artistas.”
 
O projeto busca trazer arte e cultura para todos da cidade, por conta disso, as apresentações são gratuitas ou, quando pagas, com preços acessíveis. Além do fácil acesso para o público, Rosa conta o quão importante é o Espaço Nulo para a cena artística de Franca. “Na cidade não temos tantos espaços que acolham esses trabalhos. Nosso grupo tem como proposta de ser um espaço que o artista possa planejar, executar e mostrar seu trabalho. É como uma ponte do artista para a cidade.”
 
Nem todos os artistas possuem materiais suficientes para realizar seus trabalhos, mas isso não é um problema para grande parte das apresentações no Espaço Nulo. “Contamos com mesas de som e de luz, temos o básico para apresentações”, explica Rosa.
 
Alexis Nehemy, 45, diretor do projeto Let’s Get Crazy – Impro, o Teatro de Improviso Tupiniquim, conta como foi sua experiência quando o Espaço Nulo estava funcionando normalmente. “O Espaço nos acolheu muito bem, foi nossa segunda casa. Dois dias por semana estavamos lá.” Durante em torno de sete meses, o grupo de Alexis utilizou o local para ensaiar sua apresentação.
 
Por conta das restrições da pandemia, o projeto não pode realizar apresentações, mas não está parado. Em seu perfil do Instagram, o projeto divulgou ontem que deu início ao festival chamado Click Nulo, que contará com apresentações completamente online.

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