ECONOMIA

Francanos empreendem mesmo durante a pandemia

Por Marília Neves | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Dirceu Garcia/GCN
Ana Paula Cortez e Luís Eduardo Cortez
Ana Paula Cortez e Luís Eduardo Cortez
Este ano de 2021 se mantem como o ano com mais microempreendedores individuais em funcionamento, hoje em Franca são 27.585 MEIs ativos, até o mês de maio. 2.175 foram abertos entre 1 de janeiro e 16 de junho e 110 deles fecharam as portas entre 1 de janeiro e 31 de maio.
 
Ana Paula Cortez, 30, trabalhava como cabeleira, e se marido, Luís Eduardo Cortez, 32, tinha acabado de sair do emprego de açougueiro. Assim que saiu de seu emprego, em setembro do ano passado, mesmo com a pandemia os dois decidiram dar o primeiro passo e abrir o primeiro negócio juntos, um açougue na Vila Rezende.
 
Mesmo com a dificuldade a francana viu no desemprego e no período de pandemia uma oportunidade junto com o marido “Era nossa única oportunidade. Momentos difíceis mais estamos superando”. Abrir um comercio se tornou uma boa saída para os dois, “Se não abríssemos ele ia ter que procura outro emprego, aí resolvemos abrir nosso próprio negócio é batalhar juntos” diz Ana Paula. 
 
A análise do economista responsável pelo Instituto de Economia ACIF, Adanan Jebailey, diz que “a principal dificuldade dos Microempreendedores Individuais, não só em Franca, mas de um modo geral, diz respeito ao Capital de Giro”, onde Ana Paula e tantos outros comerciantes se encontram. Em tempos de crise, surge o que os economistas chamam de “Empreendedorismo Por Necessidade”. O termo diz sobre o movimento de pessoas que perderam o emprego e abriram CNPJ como forma de prestarem serviços e venderem produtos no mercado formal, entretanto, muitas vezes, essa alternativa acaba sendo um problema pela falta de planejamento e recursos.
 
Em Franca, em 2021 até o mês de maio, é o ano com mais MEIs ativos e de 2018 para 2019 teve um aumento de 21,3%, e cresceu de 2019 para 2020 cresceu 21,2%. O ano de 2019 teve mais MEIs fechados, 921, já em 2020 teve uma melhora, com 558. 
 
De acordo com a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), em 2020 houve 4.393 aberturas de MEIs durante todo o ano, uma alta comparado com o ano de 2019, que teve 3.709. Para a secretaria de desenvolvimento, 2021 mantem uma tendência de crescimento.
 
Franca segue em sentido contrário do resto do Brasil, um boletim do Observatório MPE, do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), anunciou uma queda de no primeiro trimestre de 2021 apresentou 672 mil novos MEI abertos contra 693,9 mil em 2020. Tendo uma redução de redução de 3%, segundo registros da Receita Federal.
 
Lucas Santos é economista do IPES Uni-FACEF, e diz que apesar dos efeitos da crise, ainda há empreendedores com saldo para investir em novos negócios, e que existem dois fatores que motivam esta iniciativa neste momento, a expectativa de um mercado aquecido no pós-pandemia e a possibilidade de aquisições ou locações imobiliárias por um valor atrativo, devido ao número de estabelecimentos que foram fechados, e deixaram uma oferta de pontos comerciais à disposição.
 
O economista reforça que para o empreendedor, é necessário elaborar um plano de negócio bem detalhado antes de tomar a inciativa. E finaliza Lucas, “Há opções de negócios que podem ser sim uma boa oportunidade, enquanto outros podem representar um alto risco, mas ao empreendedor que deseja investir é um bom momento para dar os primeiros passos e conhecer o mercado que deseja participar”.
 
E completa dizendo que, em todo caso, o surgimento de novas empresas supera o fechamento de outras, e que “ainda é uma ótima notícia para o mercado de trabalho e a economia local, e a expectativa é que quanto mais próximo estiver o fim da pandemia e o mercado voltar a aquecer, maior pode ser esta tendência de novos investimentos”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários