No decorrer da sessão da CPI da Covid, nesta quinta-feira, 1º, no Senado, o representante da Davati Medical Shupply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, recuou de sua acusação contra a acusação de que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) estaria envolvido em negociação de vacinas contra a covid-19.
Durante a CPI, o depoente reproduziu um áudio em seu WhatsApp no qual o parlamentar comenta sobre "um comprador com potencial de pagamento instantâneo". Porém, o conteúdo da gravação não mencionava qual seria o produto.
Depois de uma discussão entre senadores governistas e da oposição, Luis Miranda afirmou que o áudio em questão era de 2020. O deputado também argumentou que o seu conteúdo não tinha relação com as vacinas, e que houve uma edição na gravação para tentar prejudicá-lo.
Pressionado, Dominguetti recuou, com o argumento de que não havia como ter certeza na fala do deputado. O vendedor de vacinas disse que pode ter sido induzido ao erro.
O representante da Davati Medical Shupply denunciou um suposto pedido de propina dentro do Ministério da Saúde para compra da vacina AstraZeneca. Já o deputado Miranda afirma que avisou Jair Bolsonaro sobre uma pressão anormal também dentro do ministério para compra da vacina Covaxin.
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