Restrições da Espanha e França impedem a entrada de brasileiros que conseguiram bolsas de estudo nesses dois países. Os movimentos “Estudiar es Esencial” e “Étudier Est Impérieux” unem estudantes e pesquisadores brasileiros de todas as partes do País que vêm sendo barrados pelas duas nações, mesmo tendo conseguido vagas de emprego e estudo, com objetivo de reverter essa situação. Há moradores de Franca na mesma situação.
Devido à pandemia no Brasil, alguns países estão barrando a entrada de brasileiros, esse é o caso da Espanha e França. Essa circunstância acaba por deixar muitos estudantes em uma situação de incerteza, sem saber se as restrições terão fim a tempo de que consigam viajar até o país e dar início às aulas.
“Gostaria que isso fosse resolvido o quanto antes, porque tudo que está ocorrendo é um grande custo da saúde emocional de todos que estão envolvidos”, lamenta a francana Natália Helen Ferreira, 32. Ela foi contratada em março para um projeto de pós-doutorado na França e não está conseguindo entrar no país, e faz parte do movimento, “Étudier Est Impérieux”.
Júlio Bonatti, 33, único francano do movimento “Estudiar Es Esencial”, conta que seu projeto de doutorado na Universidade de Valência foi aceito, mas a instituição já o alertou que ele deve estar na Espanha até a data prevista. “Tenho que estar até setembro. Do contrário, perderei o prazo para a qualificação do meu projeto. O duro é que terei de fazer todo o processo de visto novamente, algo que pode tardar. É uma situação na corda bamba total.”
Além do risco de perder a chance de estudar na Espanha ou França, muitos já investiram em documentação, e caso não consigam realizar a viagem, irão ficar no prejuízo: “Fiz todo o processo do visto, desde o mês de dezembro. Gastei em torno de R$ 3 mil com documentação, viagens a São Paulo (cidade onde fica o consulado espanhol), traduções e seguro saúde. Por sorte, a passagem aérea eu consegui remarcar”, diz Bonatti.
Dentre as inscrições feitas, há graduações, mestrado, doutorado, pós-doutorado e pesquisa científica. O processo para começar a estudar em outro país não é simples, preparos e planejamentos são necessários. Segundo Júlio, dentro do movimento, há muitos que deixaram para trás empregos, bolsas e trancaram faculdades aqui no Brasil para dar início aos estudos na Europa.
No caso de Natália, foi necessário fazer um empréstimo para bancar todo o processo para ir até a França, mas não conseguiu viajar até o país. “Fui contratada em março e meu chefe pediu para que eu fosse para lá no primeiro dia de maio. Já tinha comprado passagem e pagado o seguro de saúde. Eu era bolsista de doutorado, mas quando aceitei o contrato, a bolsa foi encerrada. Estou desde fevereiro sem receber a bolsa, então fiz um empréstimo para poder pagar tudo isso.”
O movimento “Estudiar Es Esencial” diz que acionou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e a instituições de Estado espanholas, como o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Educação e Formação Profissional e a Embaixada da Espanha no Brasil. Apesar das tentativas, não obteve nenhuma resposta oficial.
Natália conta que o movimento “Étudier Est Impérieux” também vem mandando cartas para os responsáveis ligados à França, mas segundo ela, só foram dadas respostas evasivas. Apesar disso, a pesquisadora explica que recentemente eles conseguiram o apoio da senadora francesa Joëlle Garriaud-Maylam, e diz que ela enviou algumas questões sobre o assunto diretamente para pessoas responsáveis pela liberação de vistos para brasileiros. Agora, aguardam respostas.
Os membros dos dois movimentos contam que compreendem a situação da pandemia e sua gravidade, porém, dizem que a vida acadêmica não pode parar.
“Consideramos muito grave esse tempo que estamos vivendo de pandemia, a solidariedade é muito grande com o que está acontecendo no Brasil e mundo todo, sabemos da realidade, são coisas muito sérias. Mas não podemos parar nossa vida acadêmica, não tem como deixar de lado uma oportunidade que já nos foi concedida, então, estamos lutando por esse direito”, conta Natália.
Com o objetivo de divulgar os movimentos, foram criadas contas no Instagram. O perfil do movimento “Étudier Est Impérieux” conta hoje com mais de 4,5 mil seguidores e foi criado no dia 12 de junho, enquanto o perfil do “Estudiar Es Esencial” teve início em 14 de junho e possui hoje mais de 2 mil seguidores.
Devido à pandemia no Brasil, alguns países estão barrando a entrada de brasileiros, esse é o caso da Espanha e França. Essa circunstância acaba por deixar muitos estudantes em uma situação de incerteza, sem saber se as restrições terão fim a tempo de que consigam viajar até o país e dar início às aulas.
“Gostaria que isso fosse resolvido o quanto antes, porque tudo que está ocorrendo é um grande custo da saúde emocional de todos que estão envolvidos”, lamenta a francana Natália Helen Ferreira, 32. Ela foi contratada em março para um projeto de pós-doutorado na França e não está conseguindo entrar no país, e faz parte do movimento, “Étudier Est Impérieux”.
Júlio Bonatti, 33, único francano do movimento “Estudiar Es Esencial”, conta que seu projeto de doutorado na Universidade de Valência foi aceito, mas a instituição já o alertou que ele deve estar na Espanha até a data prevista. “Tenho que estar até setembro. Do contrário, perderei o prazo para a qualificação do meu projeto. O duro é que terei de fazer todo o processo de visto novamente, algo que pode tardar. É uma situação na corda bamba total.”
Além do risco de perder a chance de estudar na Espanha ou França, muitos já investiram em documentação, e caso não consigam realizar a viagem, irão ficar no prejuízo: “Fiz todo o processo do visto, desde o mês de dezembro. Gastei em torno de R$ 3 mil com documentação, viagens a São Paulo (cidade onde fica o consulado espanhol), traduções e seguro saúde. Por sorte, a passagem aérea eu consegui remarcar”, diz Bonatti.
Dentre as inscrições feitas, há graduações, mestrado, doutorado, pós-doutorado e pesquisa científica. O processo para começar a estudar em outro país não é simples, preparos e planejamentos são necessários. Segundo Júlio, dentro do movimento, há muitos que deixaram para trás empregos, bolsas e trancaram faculdades aqui no Brasil para dar início aos estudos na Europa.
No caso de Natália, foi necessário fazer um empréstimo para bancar todo o processo para ir até a França, mas não conseguiu viajar até o país. “Fui contratada em março e meu chefe pediu para que eu fosse para lá no primeiro dia de maio. Já tinha comprado passagem e pagado o seguro de saúde. Eu era bolsista de doutorado, mas quando aceitei o contrato, a bolsa foi encerrada. Estou desde fevereiro sem receber a bolsa, então fiz um empréstimo para poder pagar tudo isso.”
O movimento “Estudiar Es Esencial” diz que acionou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e a instituições de Estado espanholas, como o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Educação e Formação Profissional e a Embaixada da Espanha no Brasil. Apesar das tentativas, não obteve nenhuma resposta oficial.
Natália conta que o movimento “Étudier Est Impérieux” também vem mandando cartas para os responsáveis ligados à França, mas segundo ela, só foram dadas respostas evasivas. Apesar disso, a pesquisadora explica que recentemente eles conseguiram o apoio da senadora francesa Joëlle Garriaud-Maylam, e diz que ela enviou algumas questões sobre o assunto diretamente para pessoas responsáveis pela liberação de vistos para brasileiros. Agora, aguardam respostas.
Os membros dos dois movimentos contam que compreendem a situação da pandemia e sua gravidade, porém, dizem que a vida acadêmica não pode parar.
“Consideramos muito grave esse tempo que estamos vivendo de pandemia, a solidariedade é muito grande com o que está acontecendo no Brasil e mundo todo, sabemos da realidade, são coisas muito sérias. Mas não podemos parar nossa vida acadêmica, não tem como deixar de lado uma oportunidade que já nos foi concedida, então, estamos lutando por esse direito”, conta Natália.
Com o objetivo de divulgar os movimentos, foram criadas contas no Instagram. O perfil do movimento “Étudier Est Impérieux” conta hoje com mais de 4,5 mil seguidores e foi criado no dia 12 de junho, enquanto o perfil do “Estudiar Es Esencial” teve início em 14 de junho e possui hoje mais de 2 mil seguidores.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.