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Polícia Civil começa interrogatórios no caso da médica que vendia atestados falsos

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Arquivo/GCN
O delegado assistente da Seccional de Franca, Daniel Paulo Radaelli
O delegado assistente da Seccional de Franca, Daniel Paulo Radaelli
A Polícia Civil de Franca começou as oitivas no inquérito que apura a conduta da médica Taísa Borges Flores, que vendia atestados médicos falsos para pessoas sem comorbidade se vacinarem contra a covid em Franca. A médica negociava a venda de laudo juntamente com a receita via Whatsapp, ao valor de R$ 100. 
 
De posse do laudo expedido pela médica no formato de foto, a pessoa "compradora" poderia imprimir o documento, apresentá-lo em uma unidade de saúde da cidade e receber a dose do imunizante como portadora de uma comorbidade - que não existia. A receita permitia que a pessoa se vacinasse antes do período correto, o que resultava no fura-fila.
 
O delegado assistente da Seccional de Franca, Daniel Paulo Radaelli, disse, nesta quinta-feira, 1, que o inquérito policial já estava em andamento e a partir de agora a etapa é de oitivas e de reunir provas técnicas. Os primeiros depoimentos já foram colhidos nesta quarta-feira, 30. “Nós estamos promovendo diligências, oitivas das partes, colhendo provas técnicas para chegar ao final da apuração dessa denúncia. As demais diligências, até por estratégia de investigação, não posso revelar. Mas pode ter certeza que todos os fatos serão apurados e, ser o houver responsabilização, a pessoa responsável responderá por isso ao final do inquérito policial”, explicou Radaelli. 

Além da Polícia Civil, o caso também está sendo apurado pela Prefeitura de Franca, que abriu uma sindicância para investigar a irregularidade, já que a médica é funcionária pública concursada. O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) também disse que vai apurar o caso, mas em sigilo.  

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