TRATAMENTO

No frio, Ação Social atende em média 200 pessoas em situação de rua por dia

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Barracas montadas embaixo do viaduto Dona Quita
Barracas montadas embaixo do viaduto Dona Quita
O atendimento a moradores de rua de Franca foi intensificado nesses dias de muito frio, mas a solução para o problema social na cidade parece estar longe do fim. A secretaria de Ação Social vem realizando buscas para acolhimento das pessoas em situação de rua, que têm se concentrado em vários pontos da cidade, como na Avenida Willian Azzuz, próximo à Casa de Passagem, abaixo dos viadutos e no prédio da antiga Mogiana, na Estação, além da região central da cidade.
 
A secretária de Ação Social, Gislaine Liporoni, disse nesta quinta-feira, 1, que pelo menos 70% dessa população, que são dependentes químicos, não aceitam o tratamento disponibilizado pelo poder público. 
 
“Temos o serviço de pernoite, além do acolhimento durante o dia no Centro Pop (agora Espaço Dignidade) para as refeições, para os encaminhamentos todos. Também tem a equipe de abordagem que passa diariamente nos principais pontos onde essas pessoas ficam. Nós conseguimos com que várias pessoas que se sentiam mais fragilizadas em termos de saúde fossem inseridas no abrido provisório. Estão morando no abrigo", explicou dizendo que alguns moradores de rua preferem continuar nas ruas para não se sujeitarem às regras exigidas nos aparelhos públicos de atendimento.
 
"Outras pessoas ainda resistem em razão de algumas regras necessárias, mas a gente tem feito isso intensamente nos último dias. E o serviço de abordagem leva para essas pessoas alimentos, cobertores, agasalhos, que a gente vem conseguindo em parceria com o Fundo Social de Solidariedade”, disse Gislaine. 
 
O serviço de pernoite conta com 40 vagas. Já ultrapassou o limite nessa semana de frio, mas Gislaine lembra que as pessoas precisam aceitar a ajuda. “Nós trabalhamos com o aceite dessas pessoas. A gente está atendendo diariamente mais de 200 pessoas em nossos quatro serviços. Tem dia que atendemos até mais que a média, dependendo da necessidade que as pessoas vão nos procurando. É uma luta diária do Centro Pop, da Casa de Passagem, do Abrigo Provisório e da Secretaria de Ação Social”. 
 
Sobre as pessoas que estão morando em alguns pontos da cidade como Estação, viadutos e na avenida Willan Azzuz, próxima à Casa e Passagem, a secretária disse que a maioria tem moradias, mas não quer ficar com suas famílias. “A maioria dessas pessoas tem famílias, tem casa. Mas o que dificulta essa convivência, que alguns fiquem em nossos serviços, são justamente o cumprimento dessas regras de convivência e a questão da dependência química. Temos consultório na rua, uma equipe com todo conhecimento, mas os tratamentos oferecidos são voluntários e eles têm que aceitar isso. Fizemos um pesquisa se eles (dependentes químicos) aceitariam e menos de 30% das pessoas que foram abordadas aceitam o tratamento. Então, nós temos 70% que não aceitam, que não estão prontos para o tratamento da dependência química”, revelou a secretária de Ação Social.  
 
Atualmente Franca conta com mais de 500 moradores em situação de rua. 
 

  

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