ECONOMIA

Carne, arroz, feijão e até salsicha: preços em disparada nos mercados

Por Vinicius Nunes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
 O açougueiro Bruno Silva Reis:
O açougueiro Bruno Silva Reis:

A forte alta nos preços nos supermercados durante os meses de pandemia não para de assustar os consumidores, açougueiros e até os próprios donos de alguns mercados da cidade. Produtos básicos na alimentação, como arroz, feijão e carne vivem uma disparada nos preços. 

A diferença de preço assusta. A dona de casa, Michele Cintra de Andrade, 24, tem vivido a mudança incomum. “Subiu muito. Acho normal subir, mas não subir como está agora. O óleo, por exemplo, eu pagava três e pouquinho, agora chega a ser oito reais”. Segundo a APAS (Associação Paulista de Supermercados), o óleo teve um aumento de 54,13% em um período de um ano.

Além do óleo, Edilamar Carrijo, 47, revendedora de cosméticos, conta que outros itens fundamentais em todas as casas tiveram um aumento devastador. “Aumentou a carne, arroz, feijão, gás e óleo. A salsicha subiu muito também, pago pelo menos o dobro nela agora”.

“O preço das carnes aumentaram muito, principalmente a vermelha”, diz Bruno Silva Reis, 29, açougueiro há mais de 10 anos. Apesar de tanto tempo trabalhando com a venda de carne, ele conta que é a primeira vez que vivencia a disparada nos preços como tem sido agora. “Nunca vi um aumento tão grande, ele vem em disparada de dois anos para cá”. Coxão mole (37,11%), músculo (49,07%), carne seca (29,76%) foram carnes que registraram grandes aumentos durante o acúmulo de 12 meses, de acordo com a APAS.

Não só consumidores se sentem afetados com tudo isso. O gerente do supermercado Varejão Serv Bem, Rodrigo Berloni, 48, explica que já tentou encontrar fornecedores que ofereçam produtos mais baratos, mas não teve sucesso. “Já tentei correr atrás de um fornecedor que venda mais barato, encontrei, porém, não é um produto de qualidade. É algo que desagrada nossos clientes, então acaba compensando comprar o mais caro”. 

Mas nem tudo está com os valores altos, conta o comerciante. O alívio cabe apenas às hortaliças e legumes. “Na parte de hortifrúti não há esse problema, quando acontece de subir o preço, passa um mês e já está ao que era antes”. A APAS informa que durante o mês de maio deste ano, houve diminuições nos valores de produtos de hortifrúti. A cebola teve queda de 12,39%, a alface, 11,81% e a couve, 5,48%. Rodrigo explica que seus fornecedores alegam que o aumento nos preços é consequência da pandemia, mas nem todos acreditam que seja só isso. 

“Eles dizem que foi a pandemia, mas acho que também é culpa da administração do governo”, conta Angélica Ferreira, 29, educadora física, que complementa sua indignação. “Gasto o triplo do que há um ano e meio atrás. Com R$ 20 se comprava 3 litros de óleo e um pacote de arroz, agora são necessários R$ 50 para isso.”  

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