Um grupo de trabalhadores da divisão da Assistência Social de Franca realizou um manifesto na manhã desta quarta-feira, 30, em frente ao prédio da Prefeitura de Franca reivindicando a inclusão da categoria no grupo prioritário da vacinação contra a covid.
O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) não estava na Prefeitura no momento e representantes do movimento foram recebidos por José Conrado Netto, assessor especial de Gabinete do prefeito. Segundo uma das representantes do grupo, Laís Garcia, o prefeito deve dar uma resposta sobre a solicitação nos próximos dias. “No primeiro momento, eles não queriam nos receber, mas após a intervenção do Sindicato (dos Servidores Públicos Municipais), dois representantes do movimento foram recebidos no gabinete. “Conversamos com Netto e pautamos nossas exigências. Ele deu como argumento que seria uma decisão a nível estadual, mas a gente sabe, tem embasamento legal que não é, porque muitas cidades do Estado de São Paulo, como Araraquara, Santos e a própria Capital, já vacinaram os trabalhadores da assistência social. Só depende de uma decisão política municipal. Ele ficou de levar nossa exigência para o prefeito, que irá responder dentro de dias”, explicou Laís.
Ela acrescentou também que parte dos profissionais já foram imunizados com o andamento da vacinação, mas alerta que há trabalhadores adoecendo e já foi até registrada morte dentro da categoria. “Temos cerca de 600 funcionários na área, mas muitos já foram vacinados por conta da idade. Então não seria um número alto e a gente precisa, muitos estão adoecendo e já tivemos falecimento no Creas, que é um serviço essencial para a população vulnerável. A gente vê que é uma questão que pode ser feita, inclusive há sobras técnicas das doses (xepa) aqui na cidade e a gente precisa desse diálogo urgente”, disse a representante do SUAS (Sistema Único de Assistência Social).
O presidente do Sindicato dos Servidores, Fernando Nascimento, que acompanhava o manifesto, disse da importância dos profissionais serem vacinados. “Eles estão fazendo o enfrentamento, fazendo atendimentos presenciais em todos os serviços das unidades sociais e não foram priorizados. Essa reivindicação é justa. Precisamos da vacina porque o serviço não parou nenhum momento desde a pandemia”, disse Fernando.
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