“Se essa aberração (presidente Jair Bolsonaro) tivesse comprado a vacina antes, minha irmã Juliana Costa e meu cunhado Joelmir Silva estariam vivos. Fora genocida.” As palavras descrevem o sentimento de revolta do cortador Sérgio Rodrigues Costa, de 47 anos. O cartaz o acompanhou durante a vacinação desta terça-feira, 29, no Sesi da Santa Cruz.
A felicidade de ser vacinado divide espaço com a tristeza das perdas. “O que fica para a gente é um misto de alegria e de revolta. Acho que era para todos da nossa cidade serem vacinados a tempo, se não fosse essa briga política, partidária e ideológica que existe em nosso país.”
A felicidade de ser vacinado divide espaço com a tristeza das perdas. “O que fica para a gente é um misto de alegria e de revolta. Acho que era para todos da nossa cidade serem vacinados a tempo, se não fosse essa briga política, partidária e ideológica que existe em nosso país.”
Sérgio questiona a postura de Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia do coronavírus. Para ele, a vida deveria ser prioridade absoluta. “No momento, acho que qualquer líder, qualquer administrador que existe, deve priorizar a vida. Qualquer sentimento partidário ou ideológico tem que ser colocado à parte, para valorizar e priorizar a vida.”
Além da irmã e do cunhado, Sérgio destaca que inúmeras outras vidas poderiam seguir seus caminhos se não fosse a negligência do Governo Federal. “Quanta gente está passando por essa mesma dor. Quanta gente poderia estar trabalhando hoje”, finalizou.
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