O Dia Mundial do Orgulho Gay, celebrado no dia 28, foi lembrado na sessão desta terça-feira, 29, na Câmara Municipal de Franca. Dois representantes da comunidade LGBTQIA+ usaram a tribuna para falarem sobre o assunto.
O primeiro a falar foi Eduardo Valentino, do Coletivo Arco Iris. “A gente comemora o ano inteiro porque o Brasil é um dos países que mais matam LGBTQIA+. Lamentamos não ter um posicionamento do poder público, uma pauta, no dia muito importante para nós e para a sociedade. Temos muito a tratar da homofobia, do preconceito e buscar um país mais igual”.
Guilherme Cortez (Psol), que foi candidato a vereador nas últimas eleições, discursou logo em seguida. “É uma data muito importante e significativa. Uma data de reflexão para a gente confirmar nosso orgulho e combater a enxurrada de ódio e preconceito. Isso não é um tema pra gente falar só numa sessão, no dia de hoje. Temos que pensar como transformar nossa sociedade mais igualitária”.
Cortez citou a Lei aprovada em 2003 em Franca, que dispõe sobre os direitos da comunidade LGBT, mas que nunca foi regulamentada pela prefeitura. “Mas essa inclusão não será combatida com leis e multas, vamos resolver essa intolerância, com inclusão e respeito e reflexão. Essa votação, que tive na eleição passada (2.890 votos – para vereador) é uma recado para a Câmara, para a Prefeitura, essas pautas são urgentes com uma demanda de muita gente na cidade”, concluiu.
Gilson Pelizaro (PT) lembrou do trabalho social que o Coletivo Arco Iris realiza na cidade e lamenta a falta de apoio do poder público à entidade. Carlinhos Petrópolis (PL) e Zezinho Cabeleireiro (PP), Marcelo Tidy (DEM) também usou da palavra destacando o trabalho e a luta da comunidade LGBT.
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