EFEITO PANDEMIA

Pedidos de cestas básicas passam de 1,2 mil para 17 mil em Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Prefeitura de Franca
Franca registra um aumento de mais de 14 vezes de pedidos de cestas
Franca registra um aumento de mais de 14 vezes de pedidos de cestas
A pandemia vem sendo marcada pelo crescimento da demanda por cestas básicas nos centros assistenciais de Franca. Atualmente, Franca tem 17 mil pedidos cadastrados de cestas básicas na Secretaria de Ação Social do Município, número muito acima das solicitações fora desse período pandêmico. Até o primeiro trimestre de 2020, a Secretaria atendia cerca de 1.200 famílias com cesta básica. A demanda cresceu em aproximadamente 1.316,66%.

Os números são confirmados pela secretária de Ação Social, Gislaine Liporoni. “Com certeza, esse número de cadastros para o acesso às cestas de alimentos está muito acima das solicitações fora do período de pandemia. A situação é preocupante diante da diminuição da arrecadação municipal, dos cortes de repasses do Governo Federal para os serviços da assistência social no país e o congelamento dos repasses do governo estadual há mais de 10 anos.”
 
Não são todas pessoas necessitadas contempladas, já que o cadastro passa por avaliação, com prioridade para famílias sem renda ou que pagam aluguel. “O cadastro é realizado sem limites. Em seguida, realizamos a seleção dos inscritos, priorizando famílias com ausência de renda, com crianças, idosos e pessoas com deficiência na sua composição, incluindo também gestantes. Observando ainda se a família paga aluguel”, explica Gislaine.
 
Além do atendimento oferecido pelo poder público, existem grupos, ONGs e entidades da cidade que promovem ações, engrossando a corrente da solidariedade. Mas esses atendimentos não são contabilizados pela Prefeitura. “Várias instituições e grupos da sociedade realizam ações humanitárias em Franca e fazem independente da Secretaria de Ação Social. Todas as iniciativas são importantes para o enfrentamento das questões sociais oriundas da pandemia”, completou Gislaine.
 
Fabiana Marques, que faz parte de um desses grupos de voluntários na cidade há oito anos, disse que procura manter o atendimento às famílias carentes nessa pandemia, mas relata queda na arrecadação de alimentos. “Realizamos um trabalho mais próximo à comunidade. Nessa pandemia, as coisas ficaram mais difíceis para obter doações e muitas pessoas ficaram sem receber as cestas básicas. Acredito que isso colaborou para o aumento de pedidos de cestas nos órgãos assistenciais da Prefeitura.”
 
Fabiana conta que nem todas as pessoas conseguem ter acesso aos programas da Prefeitura e, por isso, busca manter o atendimento. “Tínhamos um número de pessoas cadastradas, mas passamos a pedir que essas pessoas procurassem a Prefeitura, inclusive, passei os telefones dos órgãos da Prefeitura para essas famílias. Uns conseguem, outros não. Mas quando alguém solicita alimentos, pedimos ajuda dentro do próprio grupo. É muito gratificante ajudar essas pessoas. Queria até fazer mais, mas não tenho verba o suficiente”, finalizou Fabiana, que atende cerca de 50 famílias carentes com algum tipo de necessidade. 

As doações de cestas básicas podem ser feitas através do Fundo Social da Prefeitura, cujo telefone é (16) 3711-9311, ou quem quiser colaborar com o Grupo da Solidariedade, que tem à frente Fabiana Marques, pode ligar para o (16) 99225-9871.

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