RETORNO

Escolas de futebol começam retorno aos gramados em Franca

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Baccelli/GCN
Aula de futebol no Internacional Esporte Clube
Aula de futebol no Internacional Esporte Clube

“Muitas vezes eu me sentava e voltavam todos os flashes. Todos os momentos que foram vividos aqui dentro. Momentaneamente era um vazio muito grande.” As palavras de Eduardo Pimenta, de 34 anos, descrevem o sentimento de encontrar o clube vazio durante a pandemia. O professor do Internacional Esporte Clube comemora o retorno gradual das atividades após inúmeras dificuldades.

O Internacional tinha matriculados 400 alunos, divididos em três períodos durante a semana. Eduardo estima uma queda de matriculados em 50%. “O retorno está sendo lento. Ainda está tendo que ter o contato com cada atleta das categorias para que eles possam estar se apresentando. Muitos já se programaram para estarem retornando nas próximas semanas, mas alguns ainda vão esperar devido à pandemia.”

Devido aos impactos econômicos causados pela perda de alunos, o clube precisou suspender alguns contratados ativos para se manter. Eram aproximadamente 14 a 15 colaboradores. Atualmente, cinco funcionários permanecem trabalhando neste retorno às atividades presenciais. Mesmo fechado, o Internacional realizou atividades on-line com seus alunos.



Assim como no Internacional, houve queda dos matriculados no Centro Esportivo Dente de Leite. Quando comparado com antes da pandemia, o número de alunos caiu em torno de 40%. “Temos aqueles alunos fiéis à escola, que mantêm o pagamento da mensalidade sob a promessa de repormos essas aulas após a pandemia. Mas, grande parte dos alunos deu baixa nas matrículas, porque ficou um cenário meio incerto”, explicou o proprietário Cláudio Silvério, de 52 anos.

A escola conta com três professores, que atendem no sistema de personal. Cada professor ensina um aluno por vez. As aulas foram reduzidas a 40 minutos, com 15 minutos de intervalo. Todas as medidas de segurança são obedecidas durante os treinos, como o uso de máscara, garrafinha individual, álcool em gel e higienização dos materiais usados.

Cláudio sonha em voltar a treinar dezenas de crianças e em ver jovens correndo no campo. “A primeira coisa seria agradecer a Deus, por essa oportunidade de estarmos reiniciando nossas atividades. Depois, com muito carinho e satisfação diria um sejam-vindos”, disse.

As aulas ainda não retornaram na Sociedade Esportiva Portinari. Segundo Gelson de Oliveira Souza, de 33 anos, os alunos aguardam ansiosos a volta aos gramados. “Eles estão muitos ansiosos. Direto eles estão ligando para gente, mandando mensagens no WhatsApp. Estão até mais ansiosos que a gente por essa volta.”

Gelson é professor voluntário há dez anos do projeto social. Antes da paralisação das atividades, a escola do Portinari atendia mais de 300 alunos e funcionava nos bairros Vicente Leporace, Esmeralda e Horto.

Além das aulas presenciais, os alunos esperam os campeonatos municipais e regionais de futebol. “Os meninos sentem muita falta também dos campeonatos. A gente está sempre disputando campeonatos em Franca e região. Disputando copinhas."

O professor não vê significado em um gramado vazio. O campo do Leporace está sem receber manutenção durante a pandemia. “Hoje não significa nada, porque não tem atividade nenhuma. Se não tem as aulas do nosso projeto, o campo não tem atividade nenhuma”, finalizou.  

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