IMPREVISIBILIDADE

Retorno presencial das aulas municipais depende de 2ª dose na Educação

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Higor Goulart/GCN
A secretária de Educação, Márcia Gatti
A secretária de Educação, Márcia Gatti
Com a recente situação da pandemia em Franca que, para conter o avanço do vírus viveu duas semanas de lockdown, a imprevisibilidade pela volta as aulas presenciais das escolas municipais e creches ficou ainda maior. Para firmar uma data, a Secretaria de Educação agora depende de uma série de fatores, como futuros decretos municipais e estaduais, análise do plano de retomada, fim das manutenções dos prédios e aplicação da 2ª dose nos educadores. Esse último é o mais tardio desses, marcado para a primeira quinzena de setembro. 
 
As duas semanas de lockdown atrasaram muito o avanço desta retomada. Antes da determinação destas medidas mais rigorosas, os educadores realizavam a análise dos planos de retomada. Desde então, não conseguiram mais avançar e talvez precisem refazer esse planejamento. “Nós paramos de analisar os planos, mesmo porquê não sabemos se o que era planejado vai ser permitido. Então, precisamos refazer os planos”, explicou a secretária de Educação, Márcia Gatti. 
 
As determinações nos planos dependem do futuro da pandemia em Franca e no Estado. Por isso, a secretária afirma que é necessário também acompanhar os próximos decretos municipais e estaduais, para que definam uma porcentagem de retorno nos planos. “Precisamos esperar o decreto do prefeito, para ver se vamos para uma fase vermelha, além do decreto do governador. Estou acompanhando também os munícipios vizinhos, onde ninguém retornou ainda. Nós estamos trabalhando juntos”, contou.
 
Para que consigam realizar esse processo com tranquilidade, até uma mudança no calendário escolar foi realizada. “Eu mudei o calendário escolar, colocando 15 dias de recesso em julho, que vai servir para concluirmos os planos. Coloquei duas semanas de recuperação intensiva em agosto, para poder organizar se ela vai ser com porcentagem ou se vamos manter de forma remota”, disse.
 
O mais tardio de todos os fatores é a vacinação total dos educadores. Com 40% dos profissionais totalmente imunizados, além de 55% que tomaram apenas a 1ª dose e outros 5% que não conseguiram nenhuma das duas, Márcia entende que ainda é necessário aguardar. “As decisões que a gente toma não envolvem só os alunos, mas sim todo mundo. Envolvem professores, merendeiras. Tivemos casos já de pessoas que estavam retornando e foram contaminadas. Então, estamos trabalhando com bastante cautela”, afirmou. 
 
Enquanto essas coisas não acontecem, a Educação fica focada no prosseguimento das manutenções das escolas, que estão em fase final, mas ainda têm sido realizadas. “Nós ainda estamos organizando calhas e os vidros. A estrutura física está toda sendo organizada ainda. Não parou e nem vai parar. As escolas estavam abandonadas”, finalizou.

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