Após causar um barulho grande dentro e fora do mundo financeiro, ao anunciar Anitta em seu conselho de administração, nesta semana, o Nubank programava uma rodada de entrevistas à imprensa. A ideia era que explicassem como a diversidade iria além do marketing nas redes sociais. Mas tanto o Nubank quanto Anitta desistiram dos planos e cancelaram as conversas.
Não houve explicação oficial sobre os motivos do cancelamento. Porém, no mesmo dia do anúncio de sua ida ao conselho, Anitta foi atacada por bolsonaristas nas redes sociais. Como é de costume, defendeu-se. No dia seguinte, a polêmica cresceu. A hashtag "Cubank", que transformava o logotipo do banco e aludia à resposta inicial de Anitta aos seguidores do presidente Jair Bolsonaro, esteve entre os assuntos mais populares no Twitter o dia inteiro.
Seguida por 14 milhões de pessoas nessa rede, Anitta é um ícone por vários motivos, dizem os especialistas. É vista como exemplo de superação, meritocracia, solidariedade e empatia. Também não tem medo de se posicionar em temas que estão à flor da pele. Entre eles, inclusão social, aceitação da sexualidade e do próprio corpo, independência feminina e política.
Ela chegou ao Nubank em um momento de ebulição, logo depois de uma capitalização que envolveu Warren Buffett, da Berkshire Hathaway. No último dia 8, a fintech atraiu aporte de US$ 1,15 bilhão, o maior para uma startup latino-americana. Com isso, a avaliação do Nubank foi a US$ 30 bilhões.
Segundo Maurício de Almeida Prado, sócio da consultoria Plano CDE, Anitta sabe criar vínculos com sua geração. Em uma pesquisa recente sobre conservadorismo, os entrevistados da consultoria disseram que não gostavam de "lacração" (pessoas que ascenderam economicamente e se portam de forma arrogante) e nem de "mimimi" (valorização do sofrimento). "Anitta fica no meio disso, em uma situação difícil que é não cair em nenhum dos dois extremos."
Pacote
Ao chamar Anitta para seu conselho, dizem analistas, o Nubank queria associar a atributos favoráveis da cantora. O problema é que as pessoas vêm com o "pacote completo". "Colocar famosos em cargos virou uma fórmula pronta no Brasil e no mundo", diz Rafaella Lotto, sócia da YouPix, agência especializada em influenciadores digitais. "Com o bônus vem o ônus: a Anitta é uma pessoa que gera polêmica e, quando a marca se associa a ela, tem de segurar o posicionamento que ela defende."
Procurado, o Nubank não comentou.
Não houve explicação oficial sobre os motivos do cancelamento. Porém, no mesmo dia do anúncio de sua ida ao conselho, Anitta foi atacada por bolsonaristas nas redes sociais. Como é de costume, defendeu-se. No dia seguinte, a polêmica cresceu. A hashtag "Cubank", que transformava o logotipo do banco e aludia à resposta inicial de Anitta aos seguidores do presidente Jair Bolsonaro, esteve entre os assuntos mais populares no Twitter o dia inteiro.
Seguida por 14 milhões de pessoas nessa rede, Anitta é um ícone por vários motivos, dizem os especialistas. É vista como exemplo de superação, meritocracia, solidariedade e empatia. Também não tem medo de se posicionar em temas que estão à flor da pele. Entre eles, inclusão social, aceitação da sexualidade e do próprio corpo, independência feminina e política.
Ela chegou ao Nubank em um momento de ebulição, logo depois de uma capitalização que envolveu Warren Buffett, da Berkshire Hathaway. No último dia 8, a fintech atraiu aporte de US$ 1,15 bilhão, o maior para uma startup latino-americana. Com isso, a avaliação do Nubank foi a US$ 30 bilhões.
Segundo Maurício de Almeida Prado, sócio da consultoria Plano CDE, Anitta sabe criar vínculos com sua geração. Em uma pesquisa recente sobre conservadorismo, os entrevistados da consultoria disseram que não gostavam de "lacração" (pessoas que ascenderam economicamente e se portam de forma arrogante) e nem de "mimimi" (valorização do sofrimento). "Anitta fica no meio disso, em uma situação difícil que é não cair em nenhum dos dois extremos."
Pacote
Ao chamar Anitta para seu conselho, dizem analistas, o Nubank queria associar a atributos favoráveis da cantora. O problema é que as pessoas vêm com o "pacote completo". "Colocar famosos em cargos virou uma fórmula pronta no Brasil e no mundo", diz Rafaella Lotto, sócia da YouPix, agência especializada em influenciadores digitais. "Com o bônus vem o ônus: a Anitta é uma pessoa que gera polêmica e, quando a marca se associa a ela, tem de segurar o posicionamento que ela defende."
Procurado, o Nubank não comentou.
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