GREVE DOS ÔNIBUS

Franca entra no 5º dia de greve do transporte coletivo

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
N. Fradique/GCN
Terminal Central de ônibus completamente deserto
Terminal Central de ônibus completamente deserto

Notícia atualizada às 11h47

Franca amanheceu mais um dia sem os ônibus do transporte público coletivo circulando pelas ruas. A greve dos motoristas da empresa São José (responsável pelo transporte público) completa cinco dias. Os ônibus seguem parados na garagem da empresa e os funcionários não têm uma posição de quando voltarão ao trabalho. No final da manhã, a São José anunciou que fará uma reunião com a Emdef, que gerencia o contrato entre Prefeitura e empresa, para encontrar uma solução "para o impasse", ainda hoje.

 

A Prefeitura Municipal, através da Emdef  (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Franca), informou que notificou a empresa para que retome o serviço na cidade, mas a notificação não foi acatada. A Emdef fala, em nota, que a São José poderá sofrer sanções, mas não esclareceu quais.

 

A São José também divulgou nota informando que entrou na Justiça para garantir uma frota mínima nas ruas para poder atender a população e gerar recursos para pagar os salários do funcionários, mas até esta quarta-feira empresa informou que ainda aguarda uma posição. Na nota publicada hoje, a São José informou que os problemas financeiros enfrentados não são novos, mas que nos últimos dias, a paralização total do serviço levou à empresa a um "colapso financeiro".

 

Por sua vez, o Sindicato dos Motoristas reafirma que os funcionários da empresa só voltarão ao trabalho após o recebimento dos salários atrasados.

 

Segundo os órgãos controladores, inclusive a EMDEF, a média de pessoas que utilizam diariamente o serviço de transporte público na cidade é de 58 a 60 mil, nos dias úteis. Mas nesse período de pandemia, esse número caiu para 20 mil.  

 

Confira a nota divulgada pela Empresa São José na manhã desta quarta-feira:

 

NOTA À IMPRENSA

A São José, operadora do transporte coletivo em Franca sob regime de concessão, informa que participa hoje de uma reunião com a Emdef para tentar, em conjunto, buscar uma solução para a greve movida pelo Sindicato dos Rodoviários. Ela ainda aguarda o posicionamento da Justiça sobre a ação na qual tenta garantir uma quantidade mínima de ônibus nas ruas.


Ontem, recebeu uma notificação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Franca (Emdef), órgão gerenciador e responsável pelo transporte em Franca. Reitera que a decisão de paralisar o serviço partiu do Sindicato dos Rodoviários, entidade que tem conhecimento da situação financeira da operadora, assim como a mesma é de conhecimento da Prefeitura e da Emdef, que tem acesso a todas as informações operacionais, conforme previsto em contrato.


A situação financeira da operadora, que desde a gestão passada já trazia preocupação, se agravou ainda mais com a pandemia. Com as medidas restritivas tomadas e que trouxeram prejuízos a todos os setores da economia, o transporte foi atingido em cheio, pois o número de passageiros transportados despencou até 80%. 


 E, no período de 15 dias de lockdow não foi possível obter receita alguma, o que levou a concessionária ao colapso financeiro. Importante lembrar que o contrato prevê revisão anual dos custos mas, ao longo dos últimos quatro anos, mesmo com os constantes aumentos nos preços do óleo diesel, salários, pneus, peças e acessórios, entre outros, nada foi feito no sentido de buscar o equilíbrio econômico-financeiro. Hoje, cerca de 45% dos passageiros são transportados de forma gratuita na cidade.  

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