Notícia atualizada às 11h47
Franca amanheceu mais um dia sem os ônibus do transporte público coletivo circulando pelas ruas. A greve dos motoristas da empresa São José (responsável pelo transporte público) completa cinco dias. Os ônibus seguem parados na garagem da empresa e os funcionários não têm uma posição de quando voltarão ao trabalho. No final da manhã, a São José anunciou que fará uma reunião com a Emdef, que gerencia o contrato entre Prefeitura e empresa, para encontrar uma solução "para o impasse", ainda hoje.
A Prefeitura Municipal, através da Emdef (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Franca), informou que notificou a empresa para que retome o serviço na cidade, mas a notificação não foi acatada. A Emdef fala, em nota, que a São José poderá sofrer sanções, mas não esclareceu quais.
A São José também divulgou nota informando que entrou na Justiça para garantir uma frota mínima nas ruas para poder atender a população e gerar recursos para pagar os salários do funcionários, mas até esta quarta-feira empresa informou que ainda aguarda uma posição. Na nota publicada hoje, a São José informou que os problemas financeiros enfrentados não são novos, mas que nos últimos dias, a paralização total do serviço levou à empresa a um "colapso financeiro".
Por sua vez, o Sindicato dos Motoristas reafirma que os funcionários da empresa só voltarão ao trabalho após o recebimento dos salários atrasados.
Segundo os órgãos controladores, inclusive a EMDEF, a média de pessoas que utilizam diariamente o serviço de transporte público na cidade é de 58 a 60 mil, nos dias úteis. Mas nesse período de pandemia, esse número caiu para 20 mil.
Confira a nota divulgada pela Empresa São José na manhã desta quarta-feira:
NOTA À IMPRENSA
A São José, operadora do transporte coletivo em Franca sob regime de concessão, informa que participa hoje de uma reunião com a Emdef para tentar, em conjunto, buscar uma solução para a greve movida pelo Sindicato dos Rodoviários. Ela ainda aguarda o posicionamento da Justiça sobre a ação na qual tenta garantir uma quantidade mínima de ônibus nas ruas.
Ontem, recebeu uma notificação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Franca (Emdef), órgão gerenciador e responsável pelo transporte em Franca. Reitera que a decisão de paralisar o serviço partiu do Sindicato dos Rodoviários, entidade que tem conhecimento da situação financeira da operadora, assim como a mesma é de conhecimento da Prefeitura e da Emdef, que tem acesso a todas as informações operacionais, conforme previsto em contrato.
A situação financeira da operadora, que desde a gestão passada já trazia preocupação, se agravou ainda mais com a pandemia. Com as medidas restritivas tomadas e que trouxeram prejuízos a todos os setores da economia, o transporte foi atingido em cheio, pois o número de passageiros transportados despencou até 80%.
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