Os ônibus do transporte público de Franca não saíram da garagem nesta terça-feira, 22. É o quarto dia consecutivo de greve dos motoristas da Empresa São José, que paralisaram as atividades devido a atrasos no pagamento de seus salários.
Ainda assim, pela manhã, o Terminal Central de Ônibus “Ayrton Senna da Silva” continuou recebendo movimento. Muitas pessoas, a maioria delas sabendo da existência da greve, se sentavam nos bancos do local para conversar e utilizar o celular. Apesar disso, nem sinal dos ônibus e dos trabalhadores do local. A sala de bilheteria permaneceu fechada, assim como os banheiros do terminal.
Franca vive hoje seu quarto dia sem ônibus, e sem perspectiva de retorno. A Empresa São José diz que suas finanças, já afetadas pela pandemia, entraram em "colapso" com os 15 dias de lockdown, quando o transporte público foi suspenso.
Franca vive hoje seu quarto dia sem ônibus, e sem perspectiva de retorno. A Empresa São José diz que suas finanças, já afetadas pela pandemia, entraram em "colapso" com os 15 dias de lockdown, quando o transporte público foi suspenso.
A assessoria da São José lembrou que a "concessionária entrou na Justiça para tentar a garantia de um mínimo de frota". Segundo a empresa, somente com os ônibus nas ruas será possível ter "alguma receita para pagar funcionários e demais compromissos". "Uma operadora, como é o caso da concessionária em Franca, onde se depende única e exclusivamente da receita advinda do pagamento de passagens, se não conseguir fazer o transporte de pessoas, não tem receita."
Ainda de acordo com a assessoria da São José, já houve tentativa de acordo com o sindicato. "Mas, conforme o presidente da entidade afirmou à Imprensa, só voltam ao trabalho com o salário nas contas", informou.
O Sindicato dos Motoristas de Franca confirmou que os motoristas só voltam ao trabalho após receberem o salário. “Antes da greve, a empresa queria pagar por dia, mas os trabalhadores não aceitaram. Eles não receberam no quinto dia útil e dizem que só vão voltar a trabalhar após receberem. A empresa, até agora, não falou nada sobre pagamento. Vamos manter a greve, que está sendo tranquila e ordeira. Os funcionários têm contas para pagar e eles dizem que só voltarão a trabalhar com dinheiro no bolso. Independe da Prefeitura, é a empresa que tem que se virar”, disse Geraldo Xavier, presidente do Sindicato dos Motoristas de Franca.
Xavier se refere ao projeto para compra de R$ 1,3 milhão em passagens da São José pela Prefeitura, retirado da pauta da Câmara pelo prefeito Alexandre Ferreira, nesta terça-feira, 22.
Leia mais:
Prefeito acusa 'uso político' do projeto das passagens 'para prejudicar os mais pobres'
O Sindicato dos Motoristas de Franca confirmou que os motoristas só voltam ao trabalho após receberem o salário. “Antes da greve, a empresa queria pagar por dia, mas os trabalhadores não aceitaram. Eles não receberam no quinto dia útil e dizem que só vão voltar a trabalhar após receberem. A empresa, até agora, não falou nada sobre pagamento. Vamos manter a greve, que está sendo tranquila e ordeira. Os funcionários têm contas para pagar e eles dizem que só voltarão a trabalhar com dinheiro no bolso. Independe da Prefeitura, é a empresa que tem que se virar”, disse Geraldo Xavier, presidente do Sindicato dos Motoristas de Franca.
Xavier se refere ao projeto para compra de R$ 1,3 milhão em passagens da São José pela Prefeitura, retirado da pauta da Câmara pelo prefeito Alexandre Ferreira, nesta terça-feira, 22.
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