GREVE DOS MOTORISTAS

Ônibus da São José não saem da garagem pelo terceiro dia seguido

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Motoristas e cobradores em frente à sede a empresa São José: ônibus na garagem
Motoristas e cobradores em frente à sede a empresa São José: ônibus na garagem
A segunda-feira em Franca não contou a circulação dos ônibus na cidade, o que causou transtornos à população que depende do transporte público. A greve da categoria completa três dias, mas o movimento causou mais impacto no primeiro dia útil da semana. Muitas pessoas se dirigiram aos pontos de ônibus, mas em vão. "Eu necessito do transporte público. Preciso levar meu filho para fazer fisioterapia todos os dias. Não só isso, uso os ônibus para ir ao meu curso. Na verdade, preciso pra fazer tudo", disse Tainá Ferreira Cardoso, que mora no Jardim Derminio. Ela leva seu filho de três anos em uma clínica no Centro da cidade.
 
Com salários atrasados, os motoristas dos ônibus circulares decretaram greve e não saíram com os veículos da garagem. Por meio da assessoria, a empresa São José, responsável pelo serviço em Franca, informou que entrou com uma ação na Justiça para garantir uma frota mínima de veículos para atender a população e que "aguarda uma decisão ainda hoje". 
 
A greve foi deflagrada às vésperas da votação de um projeto de lei na Câmara Municipal que prevê um investimento de mais de R$ 1,3 milhão por parte da Prefeitura no serviço de transporte público. Segundo o projeto que deve ser votado nesta terça-feira, o valor seria gasto com a compra de passes de ônibus para pessoas em vulnerabilidade, que são atendidas nos diversos serviços da prefeitura.
 
O Sindicato dos Motoristas de Franca foi procurado, mas a entidade não respondeu à reportagem até a publicação desta matéria. 
 
A reportagem questionou a prefeitura sobre a greve da empresa, que culpou o lockdown para a queda no número de passageiros e, como consequência, a dificuldade para realizar o pagamento dos salários dos funcionários. A prefeitura, por sua vez, reforçou a importância do lockdown que ajudou a diminuir o número de atendimentos no PS.
 
Confira a íntegra da nota da Prefeitura de Franca: 
A Prefeitura de Franca informa que medidas de lockdown para o enfrentamento a Covid-19 foram necessárias para reduzir e conter a transmissão da doença. A queda brusca nos atendimentos do Pronto-Socorro e de pacientes necessitando de leitos de UTI comprova os resultados efetivos da medida. Já a relação entre a empresa concessionária e seus colaboradores não compete à prefeitura.
 

   

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