TRAGÉDIA

Pai e filha morrem de covid em um intervalo de 4 horas em Franca

Por Pedro Baccelli e N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Elécio Tomas de Oliveira, de 82 anos, e Flordéia Tomas de Oliveira, de 51 anos
Elécio Tomas de Oliveira, de 82 anos, e Flordéia Tomas de Oliveira, de 51 anos

Uma família foi abalada na tarde desta sexta-feira, 18, com a notícia da morte de pai e filha. Vítimas da covid-19, morreram a professora Flordéia Tomas de Oliveira, de 51 anos, e o seu pai Elécio Tomas de Oliveira, de 82 anos. Ambos estavam internados no Hospital São Joaquim/Unimed de Franca.

Flordeia fez o exame no dia 31 de maio e recebeu o resultado no dia 2. A internação aconteceu no dia 3 de junho. Em raras exceções, apresentou melhora no quadro clínico durante o tempo internada. Na última quarta-feira, 16, foi transferida para UTI comum, após já testar negativo ao vírus. No começo da tarde de hoje, não resistiu aos impactos da doença e morreu, por volta das 13h.

Os irmãos Wellington Tomas e Bárbara Virgínia foram os primeiros a saberem da morte de Flordéia. “Chegando lá, entramos na UTI e ficamos com ela. As enfermeiras saíram e as máquinas estavam funcionando. Ficamos 20 minutos lá dentro, até que as máquinas começaram a zerar. Chamamos as enfermeiras, que correram. Vieram os médicos. Aí levaram nós para fora e falaram que ela tinha acabado de falecer. Ela faleceu na nossa frente”, disse.

Por volta das 17h, a família recebeu a segunda notícia: Elécio acabava de morrer também em decorrência das complicações causadas pelo vírus. Ele ficou internado praticamente no mesmo período da filha. O idoso havia tomado as duas doses da vacina. Bárbara afirmou que o vírus intensificou os problemas de saúde já existentes. “Ela e meu pai contraíram covid. O meu pai estava muito ruim. Só que o meu pai tomou as duas doses da vacina (...) Só que ele já estava com o coração fraco e os rins debilitados”, disse.

Flordéia trabalhou na rádio Difusora e em outras rádios cidades. Formada em pedagogia, era coordenadora pedagógica da Prefeitura de Franca e voluntária da ONG Academia de Artes e do "Verdejar", do Mulheres do Brasil.

Elécio era aposentado. A família ainda está cuidando do velório e sepultamento do pai e da filha.

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