Carolina Gonçalves Costa teve sua vida interrompida aos 23 anos por conta da covid. A jovem tinha epilepsia e era deficiente intelectual, o que dificultava sua compreensão e raciocínio. Apesar disso, Carolina tinha uma vida ativa e saudável. Depois de 18 dias internada, nessa quarta-feira, 16, ela sofreu duas paradas respiratórias e não resistiu.
A mãe de Carolina, Isilda Costa, contou que levou a filha ao Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” no dia 29 de maio e lá ela ficou internada até o dia 4 de junho, quando finalmente conseguiu uma vaga no Hospital do Coração. Como o quadro de Carolina já tinha se agravado, quando saiu a transferência ela já tinha sido intubada.
Na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital do Coração, Isilda acompanhou Carolina por alguns dias e também teve que passar por atendimento. “Me encaminharam para um psiquiatra, porque eu não estava bem. Vi ela intubada, foi quase uma despedida”, disse a mãe.
Além da dor de perder uma filha, Isilda contou que recebeu a notícia da forma mais indelicada possível: por telefone. “Eu já tinha recebido o boletim da Carol e depois, quando cheguei em casa, uma outra doutora ligou para mim e falou que minha filha teve uma piora. Que ela teve uma parada respiratória, conseguiram fazer ela voltar, mas depois ela teve outra e a Carolina simplesmente não aguentou e faleceu. Assim, pelo telefone”, falou Isilda.
“Se eu sofresse do coração, eu tinha caído aqui mesmo. Nunca vi isso na minha vida, achei da parte deles muito desumano comigo. Eles estavam falando para uma mãe. Por mais que eu entreguei a Carolina para Deus, porque eu não queria que ela sofresse, uma notícia dessa pelo telefone, ninguém merece isso.”
Segundo Isilda, Carolina era uma garota muito amorosa, independente e que mesmo com as dificuldades, era cheia de alegria e gostava muito de música. A morte foi contabilizada no boletim epidemiológico dessa quinta-feira, 17.
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